terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Salmão em Molho de Passas, Laranja e Vinho do Porto

Finalmente estou de volta, depois de duas semaninhas bem atribuladas por aqui! Primeiro foi o temporal que nos deixou sem luz uns dias e depois, como achei que ainda podia melhorar o panorama, resolvi apanhar uma valente gripe que me deixou de cama o resto da semana... Bem, pelo menos o timing até não foi muito mau, já que quando a coisa me pegou já havia aquecimento em casa e a chaleira já funcionava... É que por cá tudo na minha cozinha funciona a eletricidade. Placa, forno, etc, etc, etc. Tudinho, portanto.

Enfim, mas o pior já passou e ainda venho a tempo de dar os parabéns à Lenita com este prato!!
É uma receita simplesmente maravilhosa, o salmão fica com um sabor e uma textura únicos, as lascas soltam-se suavemente umas das outras e o aroma é divinal!
A ideia veio de um episódio de um programa de culinária dos anos 90 que adorava ver, "Two Fat Ladies", duas senhoras bem robustas que se passeavam pelo Reino Unido numa fantástica mota com side-car. Na receita original apenas é utilizado vinho tinto, mas eu desta vez experimentei com vinho do Porto e com as passas e acho que ficou ainda melhor!
A laranja, neste caso, serve apenas como tempero, está lá para conferir sabor ao peixe e ao molho, mas não deve ser consumida, já que se torna amarga pela absorção do vinho.
Vale bem a pena experimentar esta receita, por cá já a fiz várias vezes e é sempre uma delícia, mas atenção que o vinho deve ser de qualidade, qualquer um que gostem de beber! Há tempos até fiz com um Lambrusco tinto que tinha sobrado de um jantar e resultou às mil maravilhas!:)
E a boa notícia é que se faz num instante, sem grande trabalho ou acrobacias culinárias!
É, na opinião do meu marido, um dos melhores pratos de salmão! (eu acho que é graxa, mas como sabe bem, acredito eheheh)

Mesmo no limite, aqui fica a minha participação no passatempo do aniversário do blogue Tentações sobre a Mesa da Lenita:)
Ingredientes (2 pessoas):
1 lombo de salmão fresco com a pele
sal e pimenta acabada de moer q.b. (usei um moinho de pimenta preta e branca)
noz moscada moída na hora q.b.
1 mão cheia de passas
1 laranja grande ou 2 pequenas
1 copo de vinho do Porto
1 copo de vinho tinto (de aroma agradável, não usem vinho carrascão aqui)
1 raminho de cebolinho fresco

Coloque o lombo de salmão com a pele virada para baixo numa frigideira ou caçarola anti-aderente. Tempere de sal, pimenta acabada de moer e rale um pouco de noz moscada.
Descasque a laranja, corte-a em rodelas e disponha-as em volta do salmão, cobrindo-o ligeiramente nas extremidades. Junte as passas, regue com o vinho do Porto e com o vinho tinto, cubra bem a frigideira com papel de alumínio e leve ao lume. Assim que sentir ferver, reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar cerca de 15 minutos.
Findo esse tempo, desligue, retire a folha de alumínio com cuidado para não se queimar com os vapores, polvilhe com o cebolinho fresco picado e sirva de imediato.

Relembro que a laranja aqui apenas serve como tempero, não sendo servida, pois como absorve o sabor do vinho, torna-se amarga.
Fica uma delícia a acompanhar um puré de batata:)

Bom Apetite! 


sábado, 12 de janeiro de 2013

Raviolis de Abóbora e Queijo Manchego com Salva, Sementes de Abóbora e Pinhões

Neste Natal finalmente chegou à minha cozinha uma máquina de massas!! Andava desertinha para lhe dar uso desde que lhe pus as mãos em cima, mas com as festividades essa alegria andava a tardar realizar-se.
No fim de semana passado lá consegui experimentá-la, com o pretexto de utilizar ingredientes que precisavam urgentemente de um fim e estou rendida!!
Na festa de Fim de Ano, uma das entradas que fiz foi uma salada de abóbora assada (assei a abóbora exatamente como explico aqui e servi-a sobre folhas de rúcula) e como me sobrou uma enorme metade dessa beleza, resolvi repetir a proeza para rechear uns belos raviolis! Inicialmente pensei em combinar este recheio com queijo ricotta, mas como tinha montanhas de queijos a gritar por mim no frigorífico, entre os quais o Manchego, lá resolvi dar-lhe também utilidade.
A ideia era fotografar os passinhos todos, com a máquina e as folhas e o recheio... Mas como euzinha me consigo cobrir de farinha dos pés à cabeça nestas andanças, acabando por cobrir também uma grande parte da superfície da minha cozinha, achei por bem não colocar em perigo de vida a minha adorada máquina fotográfica... Com ajuda teria sido mais seguro, mas o marido tinha desmaiado no sofá e eu, que sou uma santa de esposa (eheheh), resolvi não o ir melgar. :)) Mas como estou a contar fazer raviolis muitas mais vezes, fica aqui a promessa de que da próxima coloco aqui o passo a passo.
Esta foi a minha primeira experiência com massas frescas e a receita da massa que usei é do Jamie Oliver, aparece em quase todos os livros dele. Segui à risca todas as instruções e conselhos que dá e não é que correu bem?? Como é que eu demorei tanto tempo a descobrir o mundo maravilhoso das massas frescas caseiras, não sei, mas acho que encontrei uma paixão para a vida!:)

Ingredientes (2 a 4 pessoas, conforme o apetite):

Massa:
300g de farinha fina sem fermento tipo T55
3 ovos
farinha para polvilhar (eu usei de milho)

Recheio:
1/2 abóbora manteiga (se for muito pequena, pode ser uma inteira)
sal q.b.
pimenta preta acabada de moer q.b. (usei a nova da espiga com limão)
vinagre balsâmico q.b. (usei em spray)
sementes de abóbora a gosto*
folhas de salva fresca a gosto
azeite q.b.
1 raminho de orégãos frescos
fatias de queijo Manchego q.b.

Molho:
2 colheres de sopa de azeite (ou a gosto)
1 colher de sopa bem cheia de sementes de abóbora (ou a gosto)*
1 colher de sopa bem cheia de pinhões (ou a gosto)
folhas de salva fresca
queijo Parmesão  ralado na hora para finalizar

Massa:
Método tradicional - Coloque a massa numa tigela, abra uma cavidade no centro e parta para lá os ovos. Com a ajuda de uma colher de pau comece a envolver, sempre pela extremidade da tigela, até que se comece a formar a massa. Acabe de envolver à mão até formar uma bola, envolva-a com papel aderente e leve ao frigorífico uma hora.
No processador de alimentos - Coloque a farinha na taça, junte os ovos e ligue o processador. Em cerca de 30 segundos deve começar a formar-se uma bola. Retire e envolva a bola em papel aderente e coloque no frigorífico uma hora.

Recheio:
Ligue o forno a 200ºC.
Corte a abóbora em fatias finas, sem a descascar mas limpa de sementes, e disponha-as num tabuleiro de forno. Tempere com sal, a pimenta acabada de moer e borrife com o vinagre balsâmico. Espalhe algumas sementes de abóbora por cima, algumas folhas de salva fresca e regue tudo com um pouco de azeite.
Leve ao forno até a abóbora estar macia.

Divida a bola de massa em duas partes, espalme uma delas um pouco sobre um superfície bem enfarinhada e comece a passá-la na máquina de massas na espessura mais grossa. Repita o procedimento, tendo o cuidado de ir polvilhando as folhas de massa com farinha à medida que as passa, até chegar à espessura mais fina. Se não tiver máquina, também pode fazê-lo manualmente com o rolo da massa, mas não deverá conseguir uma espessura tão fina.
Disponha uma das folhas sobre a bancada e comece a rechear:

Quando a abóbora estiver assada, retire do forno e deixe arrefecer um pouco.
Comece então a picar, com a faca, os pedaços de abóbora assada com as sementes e juntamente com o raminho de orégãos e mais algumas folhas de salva fresca.
Disponha pequenas porções deste preparado sobre a massa, deixando algum espaço entre cada porção. O ideal será fazer em conjuntos de 4 de cada vez. Corte o queijo Manchego em pedaços e coloque um pouco sobre cada porção de abóbora.
Pincele a massa com água à volta de cada preparado e disponha outra folha de massa sobre a base com o recheio. Com a mão em concha molde-a a cada porção por forma a evitar a formação de bolhas de ar.
Com um cortador de massas, recorte as almofadas de massa recheada.
Repita o processo até acabar o recheio. Como me sobrou massa, congelei-a para utilizar noutro dia.

Leve os raviolis a cozer num tacho com bastante água a ferver e temperada de sal, por cerca de 4 minutos.
Reserve.

Molho:
Numa frigideira anti-aderente, aqueça o azeite e junte as sementes de abóbora, os pinhões e as folhas de salva fresca. Deixe ferver cerca de 2 minutos e reserve.

Sirva os Raviolis regados com este molho e com queijo Parmesão ralado na hora.
Bom apetite!!!

*As sementes de abóbora que usei são de compra.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um Novo Ano Saudável e Cheio de Cor!

Novo ano, vida nova.
Novos caminhos, novas resoluções.
Como se se virasse a página de um livro.
Este ano é que vai ser bom! Vai ser "O" ano! Vou fazer isto e aquilo, conseguir tal e alcançar metas, muitas metas!!
Ai tantas esperanças e emoções se viveram de repente ao soar das doze badaladas!! As passas foram devoradas, os desejos avidamente conjurados e gritados pelas nossas alminhas sedentas de mudança! 
Pelo menos assim foi a minha meia noite. Chegou linda e cintilante cheia de promessas de desejos realizados e objetivos cumpridos... Por breves momentos o meu coraçãozinho acreditou que sim. Este é o ano. 
Mas se não for, há sempre o próximo que há-de chegar imponente e majestoso para renovar as energias gastas em mais 12 meses de vãs ilusões.

Desejo-vos um 2013 cheio de luz, cor e muitas alegrias! Com saúde, amor e uma boa dose de determinação, tudo o resto se arranja:)   

Creme de Beterraba Assada
A beterraba é uma excelente aliada para desintoxicar o corpo depois de todos os excessos cometidos nesta época de festas. Ajuda a tonificar e proteger o fígado, a reduzir o colesterol e a purificar o sangue. É pobre em calorias e rica em ácido fólico (essencial na gravidez), ferro, vitamina C e potássio. Mais informação aqui e aqui.

Ingredientes:
3 beterrabas pequenas com casca
1 cabeça de alhos com casca
1 cebola roxa grande descascada
a parte branca de 1 alho francês grande (ou de 2 pequenos)
1 cenoura grande (ou 2 pequenas) descascada
1 courgette pequena com a casca
sal q.b.
azeite q.b.
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
água a ferver q.b. (ou caldo de galinha ou legumes)
1 colher de sopa de açúcar amarelo (opcional)
1 raminho de cebolinho fresco ou de endro para finalizar
crème fraîche ou iogurte natural para finalizar
Sementes de sésamo pretas para finalizar (opcional)


Ligue o forno a 200ºC.
Disponha as beterrabas com a casca sobre uma folha de papel de alumínio, borrife com um fio de azeite e feche como se fosse um embrulho.
Leve ao forno cerca de 1h30m.
Quando faltarem 30m minutos, coloque a cabeça de alhos com a casca também embrulhada em papel de alumínio no forno.
Findo o tempo de cozedura, retire e deixe repousar uns 10 minutos antes de abrir os embrulhos, o que deve ser feito com grande cuidado, uma vez que o vapor retido pode queimar as mãos. Deixe arrefecer um pouco as beterrabas, descasque-as e corte-as em cubinhos.

Numa panela grande, aqueça um fio de azeite e refogue a cebola picada. Quando começar a ficar translúcida, junte o alho francês cortado em rodelas, a courgette com a casca e a cenoura, ambas cortadas em triângulos. Deixe suar um pouco em lume brando até os legumes começarem a amolecer e regue com o vinagre de vinho tinto. Assim que este evapore um pouco, cubra os legumes com água a ferver (ou caldo), tempere de sal marinho a gosto e deixe cozer durante cerca de 10 minutos. Acrescente então os cubos de beterraba, corte a extremidade da cabeça de alhos e esprema os dentes assados para a panela.
Quando levantar fervura acrescente o açúcar, se gostar (isto vai cortar um pouco a acidez da beterraba) e deixe cozer mais 5 minutos, até todos os legumes estarem macios.
Retire a panela do lume e reduza tudo a puré com a varinha mágica. Acrescente mais água a ferver, conforme goste da sopa mais ou menos cremosa e deixe repousar uns 10 minutos.
Sirva em taças com um colher de sopa de crème fraîche ou de iogurte natural, polvilhado com cebolinho ou endro picado e com sementes de sésamo pretas, previamente tostadas.

Bom Apetite! :)


domingo, 23 de dezembro de 2012

Um Feliz Natal com umas Bolachinhas :)

Há dias apercebi-me que me escapou um evento importantíssimo... O primeiro aniversário do meu blogue!!
Foi no dia 3 de dezembro que inaugurei este espaço, cheia de entusiasmo e vontade de mostrar ao mundo a magia que sinto quando estou com os meus tachos e panelas.
A primeira receita que aqui partilhei foi um frango assado com marmelos. Pois eu acho que lá pelos aléns me fartei de receber sinais para não me esquecer de tão marcante data, já que precisamente no dia 3 de dezembro deste ano publiquei uma tarte de marmelo e maçã!! A verdade é que tenho desenvolvido um amor incondicional pelos marmelos. E pasmem-se as almas e os santos, que eu descobri que ADORO marmelada!!! Sim!!! (Pelo menos adorei a minha, eheheh) :)
Desde que escrevi este último post, que a ideia me começou a assolar - Mas será que continuo a não gostar de marmelada? Não estará na altura de a voltar a provar para ter a certeza??
E assim foi. E fiz!!  Confesso que um pouco às apalpadelas no início, guiando-me apenas pelo instinto, mas rapidamente ganhei confiança, assim que vi formar-se um fabuloso caramelo em torno dos pedaços de marmelo... (até rimou!!) Simplesmente divinal!
Como estamos em pleno Natal, utilizei este néctar dos deuses para rechear umas bolachinhas amanteigadas de gengibre. E pode dizer-se que não podia ter feito melhor casamento!! :)
 
Desejo a todos um Santo e Feliz Natal, que esta época venha recheada de alegria, saúde e amor!

Bolachinhas Amanteigadas de Gengibre com Marmelada
Ingredientes:
Para a massa:
250g de manteiga amolecida
1 pitada de sal
130g de açúcar amarelo
1 pacote de açúcar baunilhado
1 colher de chá de gengibre em pó
raspa de 1/2 limão
2 gemas de ovo
400g de farinha com fermento

Para a marmelada:
2 marmelos grandes (320g de fruta descascada)
160g de açúcar amarelo
1 pau de canela
1 estrela de anis
casca de limão (1 bom pedaço)
água q.b.

Coloque a manteiga amolecida numa tigela juntamente com o sal, o açúcar amarelo e baunilhado, o gengibre e bata bem com a batedeira com as varas de amassar até ficar tudo bem envolvido. Acrescente as gemas e a raspa de limão e continue a bater. Adicione aos poucos a farinha peneirada e acabe de amassar com as mãos até formar uma bola. Envolva a massa em película aderente e coloque-a no frigorífico durante pelo menos uma hora.

Descasque os marmelos e corte-os em cubinhos pequenos. Coloque-os num tacho ao lume com o açúcar, o pau de canela, o anis, a casca de limão e um pouquinho de água. Assim que começar a fervilhar mexa e deixe formar caramelo. Adicione mais um pouco de água e vá mexendo com alguma frequência, para não pegar até a fruta estar cozida e o líquido bem caramelizado. Quando a fruta estiver pronta, retire o pau de canela, a estrela de anis e a casca de limão e reduza tudo a puré com a varinha mágica. Reserve.

Aqueça o forno a 200º e forre um tabuleiro com papel vegetal.
Polvilhe a bancada com farinha, divida a massa em duas metades e estenda cada uma delas com cerca de 0,5cm de espessura. Com a ajuda de cortadores de bolacha, recorte vários discos no formato que pretender e transfira-os para o tabuleiro. Se gostar, recorte os centros de metade dos discos para que o recheio fique à vista. Leve o tabuleiro ao forno até as bolachas ficarem douradinhas (menos que 10 minutos). Eu utilizei o tabuleiro do forno e precisei de quatro fornadas.
Deixe as bolachas arrefecerem totalmente sobre uma rede antes de as rechear.

Bom Apetite e Boas Festas!!
Já se ouvem os guizos do trenó do Pai Natal :)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Convidei um Templário para Lanchar


Quando vi o tema desta 9ª edição do "Convidei para Jantar", lançada pela anfitriã Marmita, que nos desafia a convidar uma cidade ou país do nosso coração, toda a minha atenção se focou numa e somente nesta pequena manchinha do mapa português.
Pois não podia ser outra cidade senão Tomar.

Decorria o ano de 2003 quando num certo dia do mês de Dezembro, pela primeira vez, conduzi até essa bela terra com a intenção de jantar com aquele que hoje é o meu marido.
Na minha barriga voavam mil e uma borboletas que me faziam oscilar entre o nervosismo e o entusiasmo de o voltar a ver. Afinal, era tudo muito recente!
Nunca mais me esqueci da ementa escolhida e nunca mais me esqueci do copo de água que, sem querer, despejei por mim abaixo, por mero erro de cálculo quando o ía para beber, e que me deixou tremendamente encarnada.:)
Bem, a verdade é que depois disto ele não fugiu e este foi o primeiro de muitos jantares partilhados durante todos estes anos na bela cidade de Tomar, pois antes de casarmos cada um vivia na sua cidade, apenas nos encontrando ao fim de semana, que alternávamos entre uma e outra morada.

E assim escolhi esta pequena pérola ribatejana, pois foi por lá que cresceu e viveu o tal que me veio roubar o coração, o meu cavaleiro andante, qual templário de armadura brilhante!

Quem visita a cidade de Tomar não pode deixar de ir explorar o Convento de Cristo, classificado património mundial pela UNESCO e inserido dentro das muralhas do Castelo dos Templários, cuja construção se iniciou em 1160 por Dom Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo e fundador da cidade. Este complexo monumental abrange ainda a Mata dos Sete Montes, um local pleno de paisagem histórica.
Também digno de referência é o Aqueduto dos Pegões, edificado para abastecimento do Convento, e a encantadora igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Já em pleno centro, ninguém fica indiferente à magnífica paisagem do rio Nabão com a ponte romana que o atravessa, nem tão pouco à roda hidráulica do Mouchão e ao lindo Parque da Cidade. Por aqui se encontra também a Praça da República com a bonita Igreja de São João Baptista, o monumento ao Cavaleiro Templário, Dom Gualdim Pais, e os Passos do Concelho. Mais informação aqui, aqui e aqui.

 
E claro, é imperdível a maravilhosa Festa dos Tabuleiros, uma festa que se realiza de quatro em quatro anos e culmina com um imponente cortejo, onde desfilam inúmeros tabuleiros que representam as dezasseis freguesias da cidade. Estes tabuleiros são transportados à cabeça por raparigas vestidas a rigor, devendo a sua altura ser a mesma delas, e são constituídos por trinta pães enfiados em cinco ou seis canas que partem de um cesto de vime ou verga, rematados ao alto por uma coroa encimada pela Pomba do Espírito Santo ou pela Cruz de Cristo. São ainda enfeitados por flores e espigas de trigo e podem atingir mais de 20 kg de peso!
Imaginem só transportar este peso pelos 5km de percurso, com as paragens características dos cortejos e os humores meteorológicos da natureza!!
As raparigas são sempre acompanhadas por um rapaz, que lhes dá apoio e, caso seja necessário, transporta sobre o ombro o tabuleiro. Mais sobre a festa aqui.

Como dizia o outro, já fui muito feliz em Tomar e por isso decidi fazer um pão, neste caso um brioche, em forma de flores como homenagem à linda festa dos Tabuleiros!

E é uma verdadeira maravilha que trouxe do blogue da querida Duxa, um espaço cheiinho de receitas de fazer crescer água na boca!
Este brioche quentinho é qualquer coisa de divino, um caracol destes devora-se num abrir e fechar de olhos, tempo suficiente para se sonhar com o seguinte!

Brioche com Recheio de Açúcar e Canela, Passas e Amêndoa 
(receita original aqui)

Ingredientes: 

Para a Massa:
250g de leite ligeiramente morno
100g de margarina amolecida (usei vaqueiro)
2 ovos ligeiramente batidos
1 colher de sopa de essência de baunilha
50g de açúcar
1 colher de chá de sal
660g de farinha de trigo T65 
1 saqueta de fermento (são necessários cerca de 6g, ou seja, em algumas marcas é meia saqueta) 

Para o recheio:
Margarina q.b. com a consistência de pomada
úcar amarelo q.b.
Canela em pó q.b.
Passas e amêndoas palitadas q.b
1 ovo ligeiramente batido para finalizar

Preparação da Massa:
Na MFP - Coloque na cuba os ingredientes pela ordem indicada e programe a máquina para massas levedadas.
Método Tradicional - Coloque a farinha numa tigela, faça-lhe uma cova no centro e junte o fermento previamente dissolvido no leite, a manteiga amolecida cortada em cubinhos, os ovos, a baunilha, o açúcar, o sal e amasse tudo muito bem até a massa se descolar das paredes. Polvilhe com um pouco de farinha e leve a massa a levedar cerca de 1h em local soalheiro e tapada com um pano grosso.

Unte uma forma de mola (26cm) com manteiga e polvilhe com farinha.

Divida a massa em duas partes e estenda cada uma delas sobre uma superfície enfarinhada, formando dois retângulos.
Barre cada um deles com a margarina e polvilhe com o açúcar amarelo, a canela, as passas e as amêndoas a gosto.
Enrole com cuidado como se faz com as tortas e pincele cada um dos rolos com o ovo ligeiramente batido. Com uma faca bem afiada corte "fatias" com cerca de 3 dedos de espessura e disponha-as com o interior voltado para cima na forma, começando do centro para fora e bem juntas umas das outras. Possivelmente não irá encher toda a forma até às extremidades, mas não há problema, a massa ainda vai crescer e acabar por ocupar esse espaço. Pincele a superfície com o que restar do ovo batido.
Tape a forma com um pano e deixe levedar cerca de 30 minutos, ou até a massa dobrar de volume. Eu liguei o forno no mínimo (40ºC) durante cinco minutos, desliguei e coloquei a massa a levedar lá dentro, retirando passados 20 minutos.
  
Ligue o forno a 180ºC e coloque um tabuleiro com água no interior, para garantir a humidade durante a cozedura. 
Quando atingir a temperatura desejada, leve a massa a cozer cerca de 25 minutos, tendo o cuidado de cobrir a forma com uma folha de papel de alumínio nos primeiros 15 minutos, destapando depois para dourar a superfície do brioche.
Quando estiver cozido (faça o teste do palito), retire do forno e se gostar de um acabamento brilhante pincele com geleia de marmelo ou mel, enquanto ainda estiver quente. Eu não o fiz, pois gosto só assim

É uma autêntica delícia!! 


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tarte de Marmelo e Maçã com Amêndoas

Não sou grande fã de marmelada... Nem nunca fui, aliás.
Ainda me lembro da hora do lanche na minha escola, em que me depositavam na frente um prato com uma fatia de pão barrado com uma infeliz camada de marmelada... Não foram poucas as vezes em que essa fatia acabou sorrateiramente semeada debaixo da mesa da cantina. E não foram poucas as vezes em que acabei muito chorosa por ter que engolir o malfadado pão perante o olhar reprovador da professora.
Por esse motivo dei comigo a matutar para com os meus botões, por que razão teria eu trazido aquela "sacada" de marmelos do mercado para casa... Eles são lindos, são... Mas se eu não gosto de marmelada...!!!

O tempo frio exige forno ligado e cheiro a bolo pela casa. E eu decidi fazer-lhe a vontade e fiz esta tarte, uma pequena maravilha saboreada num dia em que o sol sorriu e por momentos abraçou com os seus doces raios um dia pleno de outono:)
Ingredientes:
Massa areada:
300g de farinha (com fermento)
140g de margarina à temperatura ambiente
60g de açúcar
60g de água gelada (ou um pouco mais)
1 pitada de sal

Recheio:
4 marmelos grandes
8 colheres de sopa de açúcar amarelo
2 paus de canela
1/2 limão - casca e sumo
100ml água
250ml (1 copo) de vinho moscatel
2 ou 3 maçãs
canela em pó q.b. para polvilhar
1 colher de sopa de açúcar para polvilhar
amêndoas palitadas q.b. para polvilhar



Coloque a farinha numa taça juntamente com a margarina em cubinhos e com a ponta dos dedos misture e ligue bem. Acrescente o açúcar, a água e o sal e envolva bem até formar uma bola.
Envolva em película aderente e leve ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos.
(Pode também utilizar um processador de alimentos: coloque a farinha e a margarina no copo e bata. Junte o açúcar, o sal e ligue novamente o processador. Pela chaminé, sem parar de bater, deite a água. A massa forma muito rapidamente uma bola e está pronta.)

Ligue o forno a 170ºC.

Descasque e corte os marmelos em cubos pequenos. Coloque-os num tacho juntamente com os paus de canela, o açúcar amarelo, a casca de meio limão e regue com o sumo deste.
Leve ao lume, acrescente a água e deixe levantar fervura. Assim que começar a ferver adicione o moscatel e deixe cozer até os marmelos ficarem cozidos (moles mas sem se desfazerem) e o líquido ficar reduzido até se transformar numa espécie de xarope caramelizado com a fruta. Reserve.

Unte uma tarteira de fundo amovível com manteiga.
Retire a massa do frigorífico e numa superfície enfarinhada estenda-a. Eu faço-o com a ajuda de película aderente: coloco sobre a massa uma folha e assim o rolo não cola e é mais fácil estendê-la.
Forre a tarteira com a massa e se necessário apare o excedente (eu não precisei, gosto de saborear a massa areada, parece bolacha!).
Pique o fundo com um garfo e coloque no frigorífico mais 10 minutos (todo este processo se faz enquanto a fruta coze, portanto não há grandes perdas de tempo).

Recheie a massa com o preparado caramelizado de marmelos e cubra-o com fatias fininhas de maçã descascada. Polvilhe com a colher de sopa de açúcar, canela em pó a gosto e com a amêndoa palitada.
Leve ao forno cerca de 40 minutos, até a massa e a maçã estarem cozidas.

Esta tarte ficou maravilhosa, fez um enorme sucesso num almoço de família:)

São servidos desta fatia? :)

*Queria ainda pedir a todos desculpa pela minha ausência dos vossos blogues, tem sido complicado gerir o meu tempo e acabo por não vos conseguir visitar tanto quanto gostaria... Mas estou a tentar movimentar terras para alterar isso e espero em breve voltar a ser "cliente" assídua nas vossas casas!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filetes de Pescada com Bacon em Molho Cremoso

Há dias perguntaram-me qual o meu prato preferido. Qual a receita que mais me faz sonhar e maior alegria me traz à alma e ao coração.
Confesso que por momentos a confusão se instalou na minha cabeça...
Tanto por onde escolher!!
Pois eu até tenho vergonha de admitir, mas há mil e uma receitas que me deixam completamente deliciada, que me fazem crescer água na boca só com a ideia do seu sabor e aspeto!
Quando era miúda, o prato que pedia com maior frequência à minha mãe eram uns belos filetes de pescada. Panados, pois claro, mas só passados em farinha e ovo. E ainda hoje eu deliro com eles, embora seja raro, já que a idade adulta transformou em tabu tudo o que é frito. Ou então foi a balança, agora não me lembro bem...:)
Ora, numa das minhas visitas pelos blogues amigos, que muito me atormentam com tanta coisinha boa, deparei-me com esta receita maravilhosa, com os meus adorados filetes de pescada!!
E não me desiludi, o peixe fica delicioso com este molho cremoso e o bacon fica simplesmente fabuloso.
Pois é, a Sofia só faz inventuras irresistíveis, um passeio pelo blogue dela é um festival para os sentidos! Passem por lá e vejam se não tenho razão! Obrigada Sofia, por esta deliciosa inventura:)


Ingredientes (2 pessoas):
4 filetes de pescada (se forem grandes, bastam 2)
200g de bacon em tiras (eu compro um pedaço inteiro que depois corto no momento a gosto)
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
orégãos q.b.
1/2 limão, sumo
1 pacote de sopa de cebola
250ml de leite meio gordo (ou natas de soja)

Ligue o forno a 180ºC.
Tempere o peixe com sal, pimenta preta acabada de moer, regue com o sumo de 1/2 limão e deixe marinar cerca de 15 - 30 minutos (quanto mais tempo, melhor).
Num tabuleiro refractário coloque o bacon cortado em tiras e leve a tostar no forno. Quando estiver a ficar douradinho, retire e reserve.
Coloque a pescada no tabuleiro sobre a gordura que ficou do bacon.
Misture a sopa de cebola com o leite, para dissolver um pouco o preparado, e deite esta mistura sobre o peixe.
Espalhe as tiras de bacon, polvilhe com os orégãos e leve ao forno. Vá vigiando até os filetes estarem cozinhados, mexendo de vez em quando o molho.

Eu servi acompanhado com um arroz Thai Jasmine.

Bom Apetite!!

sábado, 17 de novembro de 2012

8ª Edição do Convidei para Jantar - Uma festa Real!


As portas do salão abrem-se e começam a desfilar algumas das mais importantes figuras da história, com as suas vestes exuberantes e portes importantes!
Lá fora, a praça central vai-se apinhando de coches, carruagens e limousines, transformando o espaço numa autêntica passerelle de ostentação e luxo.

Depois de sua Majestade Marie Antoinette ter inaugurado este banquete real, entregando-se aos encantos de uns red velvet cupcakes, eis que surgem os mais ilustres convidados, acompanhados pelas melhores iguarias!

Com uma pontualidade irrepreensível, chegou Mary, Queen of Scots, a rainha enclausurada que como seu último desejo pediu a Joan que lhe trouxesse a sua querida e adorada Escócia. Joan, encantada com a beleza e porte altivo e orgulhoso da prisioneira, prontamente atendeu ao seu pedido e preparou-lhe uma Sopa de espinafres, ervilhas e lentilhas verdes e um Pão integral de soja e espelta com cerveja preta e sementes.

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Lady Lenita, depois de ter encontrado D. Pedro I sentado numa namoradeira no Paço do Convento de Santa Clara em grande sofrimento, procurou apaziguar a sua alma oferecendo-lhe um Pão Girassol com Camembert, em homenagem àquela que foi a grande amada de sua Majestade, a mais bela e radiosa flor. D. Pedro I gostou tanto que decidiu ser o seu par neste banquete.

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Uma hora depois de soarem as 15h da tarde no relógio, cujas badaladas se ouviram ribombar por todos os confins do palácio, chega D. Catarina de Bragança, sendo logo recebida por Lady Maria, sua amiga de longa data. Juntas tomaram um chá, depenicando pão torrado com marmelade e um Bolinho delicioso de Morango e Baunilha.

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Ainda decidida a visitar uma outra amiga para mais um chá das cinco, D. Catarina de Bragança dirigiu-se à sua carruagem e rumou à propriedade Está Vento, deixando os vizinhos da amiga pasmados com a sua imponente chegada. Aqui deliciou-se com um Fofinho de Aveia e Amêndoa.

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Também para o chá chegou a Princesa de Paris, Diana de Cadaval, que surpreendeu a sua amiga Lady Manuela com um telefonema e um convite inesperado. Nervosa com tão ilustre visita, Mané, como carinhosamente lhe chama Sua Alteza, foi de imediato para a cozinha preparar um Bolo de Ruibarbos e Curd de Limão.

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Começa a chover a cântaros e ouvem-se os passos de mais uma convidada, a lindíssima Grace Kelly, a atriz que se tornou a mais bela princesa da história, que surge com um vestido de seda esvoaçante e elegante. Rapidamente se dirige para a sua doce amiga, Lady Ginja, e juntas vão sentar-se perto da lareira, na companhia dos gatos e de um maravilhoso Bolo de Chocolate, que saborearam por entre conversa animada.

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Inspirada por uma das paixões mais arrebatadoras da história, pois viveu ela própria um amor proibido, embora felizmente sem acabar em tragédia, Lady Marmita fez o convite a D. Inês de Castro e serviu-lhe um delicioso Entrecosto com Romã. Foi um jantar cheio de sabor e romantismo, animado por confidências e desabafos, especialmente do "mau feitio" do sogro.

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Lady Guida, para receber a sua convidada, a Duquesa de Parma, Infanta D. Maria de Portugal, escolheu uma receita do livro desta, uma relíquia do século XVI que transportou consigo quando foi ao encontro do seu futuro esposo em Bruxelas. Assim, fez uma das versões da Galinha Mourisca, seguindo à risca as instruções originais.

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Vindo do Reino dos Prazeres Desconhecidos, chega D. Dinis, contando a todos quantos por ele passassem que tinha sido muito bem recebido para uma jantarada, cuja sobremesa servida, um Toucinho do Céu, foi a melhor que alguma vez provara!

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Numa visita ao Palácio de Buckingham, Lady Susana encontrou por lá alguém que há muito desejava conhecer, a Princesa do Povo, Diana. Encantada com a simplicidade e simpatia da Princesa arriscou convidá-la para jantar e serviu-lhe uns deliciosos Nuggets, algo simples mas que ela nunca havia provado.

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Lady Isabel nem queria acreditar quando à sua porta surgiram meia dúzia de cavalos e neles montados, cinco homens feridos e armados e uma Guerreira, linda e charmosa, também ela ferida. De imediato acolheu a comitiva de Elizabeth I de Inglaterra, servindo-lhes uma bela Pavlova de Chocolate. A Rainha gostou tanto que aceitou de imediato comparecer ao baile em sua companhia.

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Curiosa em ouvir os feitos da Ínclita Geração contados pela sua progenitora, Lady Frango do Campo decidiu ir ao encontro de D. Filipa de Lencastre, Madrinha de Portugal, levando consigo uns Muffins de Alfarroba e Banana.

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Lady Cristina, atraída pelo som das valsas de Strauss que se ouviam ao fundo do salão, foi ao encontro de Sissi, a bela imperatriz da Áustria e juntas deleitaram-se com um delicioso Sacher Torte.

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Ouve-se novamente o som de cascos de cavalo a bater na pedra da calçada e Lady Ana, ansiosa pela chegada da sua amiga de décadas Alcipe, a Marquesa de Alorna, dirige-se à janela para ver se seria ela. Contentes com este reencontro, as amigas colocam a conversa em dia na companhia de umas deliciosas Duchaises com frutos Silvestres e decidem, por brincadeira, vestir as roupas uma da outra. Admirada com o conforto do par de calças emprestado por Lady Ana, a Marquesa decide que irá passar a vestir-se assim.

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Vindas de uma visita ao Reino Pão de Cereais chegam quatro Rainhas, cujas histórias de vida não poderiam ser mais interessantes! Encantadas com a forma como foram recebidas pela anfitriã, não se cansaram de elogiar o delicioso menu que por lá degustaram.

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Lady Patrícia não podia ter chegado em melhor companhia, com o Magnânimo D. João V, cuja boa disposição e espírito festivo contagiaram todo o salão! Sua Majestade não se cansava de elogiar as maravilhosas Donas Amélias que Lady Patrícia tão gentilmente lhe tinha oferecido!

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Quando viu o formato dos deliciosos Muffins de Abóbora que Lady Carla fez em sua honra, D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, não pode deixar de exclamar - "São Rosas!".

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Lady Pami Sami, avistando a sua amiga de longa data Sissi, acenou-lhe para que viesse degustar as lindas tacinhas que com tanto cuidado havia preparado para a imperatriz, ciente do seu rigoroso regime alimentar. Esta ficou logo encantada com a beleza e originalidade da Pana Cotta de Beterraba que a amiga lhe serviu.

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De volta de mais uma batalha, D. Afonso Henriques conta como foi bem recebido em casa de Lady Manuela, que depois de lhe servir o seu caldo de galinha preferido ainda fez um Bolo de Abóbora com Passas e Nozes.

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Do Palácio de Kensington e acompanhadas pela Duquesa de Kent, chegam duas primas muito divertidas, D. Maria da Glória de Portugal e a Princesa Alexandrina Victoria. De imediato se juntaram à sua amiga Lady Agnès que lhes serviu uns Scones de Laranja e Morangos e um chá numa caneca com uma boneca.

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Depois de 2000 anos no túmulo, Cleópatra, a Rainha do Egipto, adorou o Bolo Dourado que Lady Nita lhe ofereceu,  mas só depois deste ter sido aprovado pelos seus reais provadores de comida!

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De repente, o salão enche-se de suspiros à passagem d'El Rei D. Sebastião, que se apresenta impecavelmente e elegantemente vestido com um outfit Nuno Gama! Lady Manuela, encantada com tal figura tão desejada ofereceu-lhe uns Merengues bem aromatizados que fizeram os olhos d'El Rei brilhar como os de uma criança!


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Depois de ter sido presentada com uns muffins, D. Isabel de Aragão, foi ao encontro de Lady Babette que gentilmente lhe ofereceu um Pão de passas e nozes muito estaladiço. A Rainha Santa adorou e pediu-lhe as sobras para levar no seu regaço para os mais pobres.

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A Rainha Santa, no entanto, foi ainda ao encontro da sua amiga Lady Vera, que a levou para um pic-nic em plena Praça da Canção, junto ao Mondego. Enquanto se deliciava com umas deliciosas Barras de Crumble de Framboesa e Morango, D. Isabel, sem se aperceber, atraiu para junto de si quase toda a cidade em peso!


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Finalmente, acabado de chegar do Reino da Prússia, surge D. João II. Ainda admirado, conta como um rapaz lhe entrou no palácio e lhe comeu a sua ceia, uns deliciosos Rojões de Vaca com Batatas. Se não fosse a mulher gorda, o rapaz tinha-o deixado de estômago vazio!!

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Mas eis que se ouvem novamente ainda os ecos de carruagens na praça! Eram Lady Manuela Cravo e Canela e D. Teresa (ou Matilde) que depois de uma longa viagem desde a corte de Flandres ainda vêm alegrar a festa com a sua presença! Trazem com elas um vinho quente e uns biscoitos de mel das serras altas, com passas das vinhas do Douro, amêndoas e as raspas das laranjas deixadas pelos mouros. Foi uma entrada especialmente marcada pelo reencontro emocionado de D. Afonso Henriques com a sua filha predileta, Teresa.


E assim nos encontramos neste baile real rodeados de mil e um convidados de excelência e de sangue azul!
Foi um desfile e tanto de figuras que marcaram e continuam a marcar a história aristocrata mundial e é uma honra poder ter sido a anfitriã de tão pomposo evento!
É com o coração cheio e um grande obrigada a todos os que participaram de forma tão carinhosa, que dou por encerrada esta 8ª edição do "Convidei para Jantar", com o tema Aristocratas.

E é assim que passo o testemunho à anfitriã da 9ª edição deste fabuloso projeto "Convidei para Jantar" que irá decorrer no delicioso blogue Marmita!

sábado, 10 de novembro de 2012

Massada de Tamboril à Marroquina com Passas, Pistácios e Laranja

Uma das coisas que maior prazer me dá é viajar através da comida.
Juntam-se numa receita alguns ingredientes chave e o efeito é instantâneo, por momentos estamos lá, noutra cultura, noutro mundo.
Mas a magia começa logo na preparação, a cada especiaria acrescentada dá-se uma explosão de aromas que faz disparar a mente e a alma, levando-nos para as suas origens.

Quando a Laranjinha do blogue Cinco Quartos de Laranja lançou o desafio do Dia Mundial das Massas, um desafio que consiste em cozinhar um prato de massa Milaneza com um toque de laranja, decidi que teria que experimentar algo diferente.
E assim foi, escolhi a massa Bagos e inspirei-me na cozinha Marroquina, uma cozinha rica em sabores e aromas, condimentada por uma variedade maravilhosa de especiarias.
O resultado não podia ter sido mais surpreendente, um casamento perfeito com a massa que conferiu uma cremosidade deliciosa a toda a receita, transformando-a num prato fabuloso!
Nunca tinha usado este formato de massas sem ser em sopas, mas estou completamente rendida e cheia de vontade de experimentar muito mais!

Ingredientes (2 ou 3 pessoas):
1 cebola roxa
3 dentes de alho
azeite q.b.
1 colher de café de curcuma (açafrão das índias)
1 colher de café de gengibre em pó
1 colher de café de canela em pó
1/2 colher de café de cominhos em pó
1 mão cheia de passas
1 mão cheia de pistácios descascados
raspa e sumo de 1/2 laranja + a outra 1/2 para decorar
500g de tamboril em cubos
1 litro de caldo de galinha (desfaço 1 cubo de caldo natural num litro de água a ferver)
sal e pimenta acabada de moer (usei uma mistura de branca e preta)
1 pitada pequena de flocos de malagueta, ou 1 malagueta seca pequenina (opcional)
1 pitada de fios de açafrão
250g de massa de bagos Milaneza
1 ramo de coentros

Aqueça um fio de azeite numa frigideira grande e larga anti-aderente e junte a cebola e os dentes de alho descascados e finamente picados. Enquanto a cebola amolece em lume brando, junte a curcuma, o gengibre, a canela, os cominhos, as passas e os pistácios e envolva bem. Junte de seguida os talos dos coentros picados, a raspa e o sumo de meia laranja, mexendo sempre para incorporar bem os sabores, e por fim o tamboril. Tempere de sal e pimenta e deixe o peixe absorver bem os sabores durante dois ou três minutos. Junte os fios de açafrão e um pouco do caldo.
Adicione a massa e cubra com mais caldo. Vá vigiando e mexendo sempre enquanto a massa vai cozendo, acrescentando mais caldo à medida que este vai sendo absorvido, mas sem nunca deixar secar.
Quando a massa estiver cozida, retire do lume e sirva de imediato polvilhada com as folhas dos coentros e decorada com a metade restante da laranja cortada em gomos.

Bom Apetite!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Borrego em Molho Guinness

Mais uma receita do Jamie Oliver!
É impressionante como fico rendida a cada nova descoberta e experiência que faço dele, seja a coisa mais básica do mundo, como uma simples salada, seja um prato que demora cerca de 3 horas a cozinhar, como esta iguaria de hoje!
Sim, 3 horinhas dentro do tacho!!! Mas valeu a pena cada minuto, cada segundo e cada momento que tive para me inebriar com os aromas surpreendentes que se espalhavam pela casa...
A carne fica tão deliciosa, tão suculenta e tão tenra, a soltar-se do osso... E parece que quase se derrete na boca!
Fica simplesmente MARAVILHOSA!!

E para quem não gostar de borrego, dá sempre para fazer com um pernil de porco, ou até pernil de peru, acho que vai resultar igualmente bem.

Uma receita para fazer com tempo, ao fim de semana. Mas não precisa de grandes acrobacias, basta dedicar-lhe uma dose adequada de amor e carinho e deixá-la ir cozinhando em lume brandinho:)

Alguém resiste??
Ingredientes (4 ou 5 pessoas):
2 ou 3 cebolas roxas (vermelhas)
azeite q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
2 mãos cheias de passas (as passas no final ficam praticamente derretidas e passam despercebidas para quem não gosta)
2 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de ketchup
2 colheres de sopa de molho inglês
44cl de cerveja guinness (ou outra preta)
1,5 a 2kg de borrego em pedaços
6 hastes de alecrim (só as folhas)
1l de caldo de galinha
1 ramo de hortelã fresca

Descasque e pique finamente as cebolas, leve-as ao lume num tacho grande e largo com azeite e deixe-as caramelizar um pouco em lume médio, sem parar de mexer. Junte as passas, o mel, depois o ketchup, o molho inglês e a cerveja. Envolva bem e deixe reduzir um pouco em lume baixo.
Aqueça um fio de azeite numa frigideira larga anti-aderente e sele os pedaços de borrego. Assim que tiverem ganho um pouco de cor em todos os lados, junte as folhas de alecrim finamente picadas e envolva tudo, mexendo bem e sem deixar queimar. Retire os pedaços de borrego para o tacho com a cerveja ao lume, acrescentando também a gordura que ficou na frigideira com o alecrim. Junte o caldo (eu fiz a partir de um cubo de caldo natural que dissolvi num litro de água a ferver), tape o tacho e deixe cozinhar lentamente em lume brando durante cerca de 3 horas, até a carne estar bem tenra, quase a desfazer-se.
A meio da cozedura, vire os pedaços de borrego para que cozinhem por igual.
Quando estiver pronto, coloque-o numa travessa de servir polvilhado com algumas folhas de hortelã e acompanhe com o seguinte molho:
- Num almofariz, coloque um bom molho de folhas de hortelã e pise-as com um pouco de azeite e uma pitada pequena de sal.

Fica divinal!
Eu acompanhei com um puré de batata e aipo.

Bom apetite!! 


Esta receita vem do livro "Jamie's Great Britain", uma surpresa que me chegou há pouco tempo pelo correio, enviada por uma amiga muito querida:) E é a primeira experiência de muitas, que o livro é fabuloso!!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Penne de Legumes com Sementes de Sésamo

La bella Pasta!
A maravilhosa, fantástica e hiper versátil pasta!

Se há coisa que adoro são as massas, prestam-se a uma infinidade de possibilidades e combinações, têm um tempo de preparação rápido e estão disponíveis em mil e um formatos, cores e sabores à escolha do mais esquisito e complicado freguês.
Adoro examinar todas as embalagens disponíveis, render-me às novidades e explorar as diversas especialidades, tirando especial prazer em proferir os seus nomes com aquela musicalidade que só a língua italiana sabe imprimir - Linguini, Cappelletii, Rigatoni, Farfalle, Fusilli, Ravioli - Ma che bello!!!

Na minha infinita e interminável lista de coisas que quero fazer andam as massas frescas, pacientemente à espera que eu me decida a comprar a tal maquineta, a tal que eu namoro há anos via internet e que agora já se encontra tão acessível em lojas físicas. Sim, um dia trago-a para casa.
E quem sabe esse dia é hoje, em que se celebra o Dia Mundial das Massas? :)


Ingredientes (2 a 4 pessoas, conforme o apetite):
400g de cogumelos frescos
4 dentes de alho
1 folha de louro
1 cenoura grande ou 2 pequenas
1 boa mão cheia de feijão verde
azeite q.b.
sal e pimenta acabada de moer (moí uma mistura de branca e preta)
3 colheres de sopa de molho inglês
1 haste de alecrim fresco
1 raminho de tomilho fresco
tomate cereja q.b.
sementes de sésamo q.b.
fatias de queijo flamengo q.b.
250g de massa penne (ou outra à escolha)

Ligue o forno a 220º na função Grill.
Coza a massa em água temperada de sal conforme as instruções da embalagem.
Numa frigideira anti-aderente aqueça um fio de azeite. Descasque os dentes de alho, pique-os finamente com a ajuda de um esmagador de alhos e junte-os ao azeite, juntamente com uma folha de louro.
Acrescente os cogumelos arranjados e laminados, a cenoura ralada e o feijão verde cortado em losangos finos. Deixe tomar gosto por 2 ou 3 minutos.
Tempere com sal, pimenta e o molho inglês. Remova as folhas da haste do alecrim, pique-as finamente e junte-as ao preparado juntamente com as folhinhas de tomilho.
Quando o feijão verde estiver cozido, desligue o lume e reserve.
Escorra a massa cozida, reservando um pouco da água da cozedura e misture-a com o salteado de cogumelos. Se achar necessário, junte então um pouco da água da cozedura que reservou e envolva bem.
Transfira o preparado para um tabuleiro tipo pirex e cubra-o com fatias de queijo flamengo, metades de tomate cherry e polvilhe com sementes de sésamo.
Leve ao forno até o queijo estar derretido e sirva de imediato.

Bom Apetite!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Uma Convidada envolta em Veludo Vermelho

Desde pequena que vibro com histórias.
Histórias de vida, histórias de encantar, estórias que a minha avó me contava e estórias que os meus pais ainda me contam... umas reais, outras nem tanto...
A história faz-nos sonhar, rir, enervar, enraivecer, enternecer, comover, sofrer, assustar, mil e uma reações que não prevemos, mas que vivemos com intensidade à medida que a trama se vai adensando.
E há um mundo que sempre me fascinou particularmente - o mundo da aristocracia!
Quantos de nós não sonharam outrora fazer parte do mundo dos príncipes e das princesas, de reis e rainhas, com os seus vestidos majestosos e palácios encantados?
Pois eu sonhei muito! Em criança, sabia que no fundo era uma princesa a viver sob disfarce, à espera do dia em que a minha identidade fosse revelada!! 

E como ainda me perco por vezes em certos devaneios, decidi viajar pelos meandros da história e fui ao encontro daquela que foi protagonista de uma série de rumores e escândalos, revolucionando a cultura do seu tempo e provocando ela própria a revolução.
Fui ao encontro da tão única Marie Antoinette!!
A ousada rainha que se tornou um ícone de extravagância, que esbanjou fortunas em roupas e jóias, enquanto o povo morria de fome. A austríaca que se tornou rainha de França e que adorava moda, ditando as tendências e influenciando toda a elite francesa com as suas escolhas exuberantes de vestes e penteados, sendo copiada mesmo quando era odiada.
E vi-me de repente em Versailles, por entre rufo-rufos e frou-frous de dezenas de tecidos com rendas e cetins, lustres cintilantes e tetos de pinturas abundantes, num enorme salão onde ao fundo se avistava uma imponente mesa recheada de sobremesas luxuriantes e decadentes, de pudins, bolos e bolinhos sumptuosamente decorados e orgulhosamente exibidos sobre pratos ricos de porcelanas e cristais raros. A menos de um metro, numa chaise longue forrada a veludo vermelho, lá estava ela esplendorosamente sentada sobre o seu volumoso vestido repleto de bordados minuciosos e intrincados de pérolas e jóias brilhantes. Na mão, por momentos esquecido, um red velvet cupcake ligeiramente provado, com o seu manto branco ao de leve desmaiado sobre o corpo carmim...


É com todo o prazer que recebo esta 8º edição do Convidei para Jantar criado pela Ana, do blogue Anasbageri, um maravilhoso projeto que muito me tem feito sonhar, aprender, recordar e deliciar com participações brilhantes ao longo de todas as suas edições! Assim, recebendo o testemunho da Vera do Hoje para Jantar, desafio-vos a trazerem a realeza para as vossas mesas, sejam eles reis, rainhas, príncipes ou princesas, duques, duquesas ou condes e condessas, do passado ou do presente! 
Convido-vos a virem comigo viajar por esse mundo majestoso da aristocracia, a vasculhar pelos confins da história e a festejarem comigo aqui no final, num magnífico banquete digno dos mais belos salões reais!!
 

Para participarem basta:
- Escolher um convidado para partilhar uma refeição baseando-se no Tema Proposto: Aristocratas - o que lhe serviriam?
- Publicar a  participação no vosso blogue, referindo este projeto e incluindo um link para a página mentora no blogue Anasbageri;
- Incluir também um link para esta 8ª edição a decorrer no Alice na Cozinha Maravilha;
- Deixar um comentário com o link da vossa participação neste post;
- Quem não tem blogue poderá enviar-me a sua participação por email, ou publicá-la na minha página do facebook;
- Se tiverem dúvidas podem deixar um comentário nesta página, na página do facebook, ou contactar-me via email;
- Esta edição irá decorrer até ao dia 16 de Novembro.

O salão está oficialmente aberto, tragam os vossos convidados!!

Red Velvet Cupcakes
(Receita adaptada do livro "Cozinha Coração da Casa" de Nigella Lawson) 

Ingredientes:
-Para os queques:
250g de farinha sem fermento
2 colheres de sopa de 15ml de cacau em pó, peneirado
2 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
100g de manteiga sem sal
200g de açúcar
1 colher de sopa bem cheia de corante alimentar vermelho-vivo
2 colheres de chá de extrato de baunilha
2 ovos
175ml de buttermilk (soro de leite coalhado)*
1 colher de chá de vinagre de sidra

Ligue o forno a 170º.
Numa taça, combine a farinha, o cacau, o fermento e o bicarbonato de sódio.
Noutra taça, bata a manteiga com o açúcar e quando obtiver uma mistura leve, junte o corante vermelho todo e a baunilha.
Continue a bater a mistura e, sem parar, junte 1 colher dos ingredientes secos, depois 1 ovo, seguido por mais uma colher de ingredientes secos, outro ovo e o resto dos ingredientes secos.
Por fim, junte o buttermilk e o vinagre.
Num tabuleiro de queques, coloque forminhas de papel nas cavidades e divida a massa com a ajuda de uma colher (eu uso uma colher de gelado para dosear) - rende cerca de 24 unidades.
Leve ao forno cerca de 20 minutos e deixe arrefecer numa grelha até ficarem totalmente frios.

-Para a cobertura:
250g de icing sugar - açúcar glacê, peneirado (eu já reduzi bastante relativamente à receita original, mas acho que ainda assim se pode reduzir mais um pouco, talvez 200g)
100g de queijo creme, à temperatura ambiente
75g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
1 colher de chá mal cheia de vinagre de sidra

Coloque o açúcar peneirado numa taça e misture o queijo creme e a manteiga. Junte o vinagre de sidra e bata mais um pouco.
Coloque a cobertura nos queques e decore a gosto.

Bom Apetite!
Nota: Para fazer o buttermilk basta colocar a quantidade indicada de 175ml de leite num recipiente com umas gotas de sumo de limão e deixar descansar por 10 minutos. O leite deverá começar a talhar e estará pronto a ser utilizado.
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