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segunda-feira, 5 de março de 2012

Soufflé Carilado de Bacalhau e Abóbora


De vez em quando acontece. Parece que os astros alinham todos a uma determinada direção e dá-se a epifania. Não há mais nada a fazer, o que terá que ser, assim será. E assim foi. Acordei de manhã com uma ideia e não mais a consegui largar desde então. Parecia-me que sim, que tinha que ser assim e de mais nenhuma outra forma, que era a única e a ideal solução.
Um soufflé de caril de bacalhau e abóbora!! Pois se na minha mente tudo parecia fazer sentido, porque não experimentar? Só não conto a cara do meu marido quando lhe disse o que estava a fazer para o jantar. Expulsei-o da cozinha, que não há lugar para mais nada a não ser a minha enorme criação!!
Mas parece-me que os astros tinham razão...
Os aromas libertados já deixavam adivinhá-lo, mas assim que o provámos...
Já tenho feito vários soufflés, mas tenho a impressão de que este conquistou um lugar no topo da lista dos preferidos de sempre!
E apesar de não ter crescido tanto como gostaria, ficou de tal forma delicioso que rapidamente esqueci esse pequenino pormenor:)
Será de certeza muitas vezes repetido cá por casa!
Ingredientes (2 pessoas):
1 embalagem de bacalhau desfiado - 500g
200g de abóbora (descascada e limpa de pevides)
1 cebola
3 dentes de alho
azeite q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
1 colher de sopa de pó de caril
1 lata de leite de coco (usei light e não a gastei toda)
2 colheres de sopa de farinha
4 ovos
manteiga para untar

Demolhe o bacalhau - eu coloquei-o apenas de manhã e fui mudando a água várias vezes ao longo do dia (quando está assim desfiado é o suficiente, se for em posta tem que ser cerca de 2 dias).
Ligue o forno a 180º.
Coza a abóbora em água com sal e reduza-a a puré, com meia chávena da água da cozedura. Reserve.
Escalde o bacalhau em água a ferver e escorra-o. Coloque-o sobre um pano (dos da louça) e esfregue o bacalhau, como se estivesse a esfregar roupa, até ficar bem desfeito.
Aqueça uma boa porção de azeite num tacho largo e refogue a cebola e o alho, respetivamente descascados e picados. Quando a cebola estiver a ficar mole e translúcida, adicione o bacalhau desfeito e envolva bem.
Incorpore a abóbora e tempere com a pimenta preta acabada de moer e o caril. Deixe ganhar gosto durante uns minutos e junte a farinha. Comece a juntar aos poucos o leite de coco, reservando um pouco onde se desfazem as gemas (mas não se juntam já). Eu não utilizei a lata toda, apenas cerca de 3/4, talvez 300ml. Quando o preparado tiver ganho uma consistência mais cremosa, retire do lume e junte então as gemas desfeitas, envolvendo bem. Verta tudo numa taça alta que possa ir ao forno, previamente untada com manteiga.
Bata as claras em castelo firme e envolva-as delicadamente no preparado de bacalhau, sem mexer muito.
Leve ao forno até ficar douradinho e, de preferência crescido:)
Sirva de imediato com uma salada de folhas verdes aromatizada com coentros.

Bom Apetite!
São servidos?

sábado, 3 de março de 2012

Filetes de Pescada com Crosta Crocante em Cama de Legumes

Com a idade, os nossos gostos tendem a transformar-se,  a amadurecer e até a aprimorar-se e requintar-se, conforme o nosso estilo de vida e a realidade que nos rodeia. Coisas que em tempos nos faziam engelhar o nariz, são agora acolhidas com todo o deleite e satisfação, que nos faziam estremecer e até fugir, fazem-nos agora dançar e aplaudir...
Quando era pequena havia muitas coisas capazes de me colocar com a cara mais sofrida do mundo para a minha insistente mãe, que não se demovia enquanto eu pelo menos não provasse a iguaria que pacientemente aguardava no prato à minha frente. Depois de uma grande luta com o malvado garfo que continuava teimosamente a investir contra a minha obstinada boca, lá acabava por me deixar derrotar e, muitíssimo infeliz, permitia que a minha mãe empurrasse a grande garfada lá para dentro. Foi assim que em miúda descobri, com muita surpresa confesso, que afinal adorava filetes de pescada. De tal forma que se tornaram no meu prato predileto, sempre escolhido quando me era dada a possibilidade e sempre pedinchado quando não tinha a mesma sorte. Desde então que nunca deixei de gostar dos meus adorados filetes de pescada, tendo apenas vindo a transformar a sua forma de confeção para fugir um pouco aos fritos.
Hoje trago a receita que mais gosto e que mais sucesso faz cá em casa, pois para além de saudável fica simplesmente deliciosa!
Já publiquei uma versão aqui, mas desta vez fiz umas pequenas alterações e utilizei um resto de pão que tinha feito na máquina de fazer pão, com mistura de sementes e farinha de centeio. 

Ingredientes (2 pessoas):
1 cebola roxa
8 a 10 tomates cherry
a parte branca de um alho francês
1/2 pimento vermelho
1/2 pimento verde
2 filetes de pescada (para esta receita prefiro os frescos, pois absorvem melhor o sabor e são um pouco maiores do que os congelados)
sal e pimenta preta acabada de moer
1 colher de chá de noz moscada
1 colher de sopa de orégãos secos
1 colher de sopa de tomilho seco
1 colher de chá de colorau
azeite q.b.
1 bom pedaço de pão, de preferência do dia anterior (ou mais)
2 dentes de alho
1 ramo pequeno de salsa
3 ou 4 tomates secos (em azeite)
vinagre balsâmico q.b.

Ligue o forno a 200º.
Descasque a cebola, corte-a em rodelas e cubra o fundo de um tabuleiro refractário com elas. Arranje e corte o alho francês em rodelas, os pimentos em tiras, os tomates ao meio e disponha-os sobre a cebola.
Regue com um bom fio de azeite e coloque os filetes sobre os legumes. Tempere de sal, pimenta preta acabada de moer, a noz moscada, os orégãos, o tomilho, o colorau e regue com mais um fio de azeite.
Entretanto, num processador de alimentos (ou picadora), coloque o pão (sem côdea), os tomates secos, os dentes de alho picados (utilizo o esmagador de alhos), a salsa e pique tudo o mais finamente possível.
Cubra os filetes com esta mistura e borrife com um pouco de vinagre balsâmico (eu uso um spray).
Leve ao forno tapado com um folha de papel de alumínio e cerca de 10 minutos antes do final retire-a para tostar a cobertura de pão.
Sirva de imediato e bom apetite!

Para mim bastou só assim, mas para o meu marido fiz umas batatinhas fritas em rodelas:)
Parece-vos bem?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Frango Estufado com Cogumelos em Molho de Cerveja e Laranja

Depois de muito pensar, pensar e pensar o que é que haveria de fazer que levasse laranja para o 6º aniversário do blogue Cinco Quartos de Laranja, eis que sai este belo franguinho que ficou uma maravilha! A combinação de sabores é surpreendente, fica muito aromático e bem apaladado, para além de ser um prato bastante saudável. Fica então, mesmo no limite, a minha participação no desafio lançado pelo fantástico blogue da Laranjinha, com votos de muitas felicidades e sucesso e que continue sempre a surpreender-nos com a sua excelente qualidade!

Ingredientes (2 pessoas):
2 Peitos de Frango partidos ao meio (faz 4)
1 cebola
3 dentes de alho
1 courgette pequena
200g de cogumelos frescos fatiados
1 laranja (sumo e um pouco de raspa)
1 garrafa de 33cl de cerveja
1 colher se sopa de folhas secas de salva
1 colher de chá de pimenta da Jamaica em pó
1 colher de sopa de molho inglês
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
azeite q.b.

Aqueça um pouco de azeite numa caçarola e aloure a cebola descascada e cortada em rodelas, 2 dentes de alho descascados e laminados e 1 esmagado com a casca. Corte a courgette em pedaços, mantendo a casca e quando a cebola estiver a ficar translúcida junte-os ao refogado. Adicione de seguida os peitos de frango e tempere de sal, pimenta preta, as folhas de salva e a pimenta da Jamaica. Junte um pouco de raspa da laranja e o seu sumo e deixe apurar um pouco. Regue com a cerveja, tape a caçarola e deixe ferver até o molho ficar reduzido a metade. Incorpore então o molho inglês e deixe apurar mais uns 10 minutos.
Sirva de imediato e bom apetite!

Acompanhei com um arroz Thai com ervilhas que confesso me surpreendeu bastante e já está no topo das minhas preferências! A Sofia, no seu maravilhoso blogue que adoro visitar, Inventuras na Cozinha,  já tinha falado e recomendado este tipo de arroz, deixando-me bastante curiosa e cheia de vontade de o experimentar. E foi muito bem recomendado!! É um arroz muito aromático, com um grão mais fino do que o nosso arroz corrente e sabor agradavelmente perfumado. Ideal para acompanhar este prato!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Macarronada de Carne com 2 Queijos


Esta refeição surgiu da necessidade de mimar. Quando partilhamos a vida com outra pessoa aprendemos a conhecer os seus gostos, as suas preferências, as suas expressões, reacções, o seu feitio... Aprendemos a decifrar cada tique e cada tremelique na sua cara, cada olhar e cada suspiro que se solta do seu peito... É assim, quando vivemos em comum passamos também a sentir em comum, a experimentar em comum, a apreciar em comum...
E neste dia apercebi-me de inquietude. De um olhar a cair sobre mim, ansioso e esperançoso, mas um tanto desconsolado, enquanto me perguntava - O que vamos jantar? 
Uma pergunta de tom quase implorativo e com um tom quase irresistível... Subitamente inundada por uma poderosa vontade de cuidar, de agradar, de acalentar aquele estômago suplicante, soube que o tinha que mimar.

Ingredientes (fiz para 2, mas dava para 4):
200g de carne picada de perú
200g de carne picada de vitela
Massa de cotovelos grandes riscados q.b. (usei cerca de 300 - 350g)
1 cebola
2 dentes de alho
1 lata de tomate em pedaços
1 pimento verde pequeno
1/2 lata (pequena) de milho doce cozido
1 colher de chá de manjericão seco
1 colher de chá de orégãos secos
2 colheres de sopa de azeitonas pretas descaroçadas em rodelas
1 malagueta seca pequenina (opcional)
1 copo de vinho branco
1 ramo pequeno de salsa
queijo parmesão q.b.**
queijo manchego q.b.**
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
azeite q.b.

Coza a massa em água temperada de sal* conforme as instruções da embalagem e reserve, sem escorrer a água completamente.
Descasque e pique a cebola e os alhos e leve-os a refogar com um fio de azeite num tacho largo. Limpe e corte o pimento em cubos e junte-o ao refogado juntamente com a malagueta em pedaços. Quando a cebola estiver a ficar translúcida acrescente o tomate, mexa um pouco e incorpore as carnes, envolvendo bem. Tempere de sal, pimenta, o manjericão, os orégãos e deixe começar a ganhar cor, sem parar de mexer. Refresque com o vinho branco, tape e deixe ferver em lume médio, verificando regularmente. Quando a carne estiver quase cozinhada incorpore as azeitonas, o milho e deixe apurar mais um pouco. Desligue, polvilhe com a salsa picada, envolva a massa reservada, juntando um pouco da água da cozedura se achar necessário e deite todo o preparado num pirex ou tabuleiro refractário. Rale os queijos generosamente sobre a macarronada e leve ao forno pré-aquecido a 200º, até os queijos ficarem derretidos.
Sirva de imediato e se quiser fazer como o meu marido, rale mais um pouco de queijo por cima!:)

Bom Apetite!

*Quando cozo massa junto sempre um fio de azeite à água de cozedura para evitar que cole. Isto faz também com que a massa fique mais brilhante.
**Utilizei estes queijos porque era os que tinha disponíveis, mas pode-se optar por outros tipos. No entanto, acho que vale a pena experimentar o manchego, o seu sabor fundido fica mesmo delicioso!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma Sopa com Teimosia


Cá estou eu de volta à abóbora. E ainda com o desejo de conforto. Esta sensação que tem teimado em passar, que se agarrou a mim e me faz constantemente ansiar por aconchego.
É raro fazer sopas que fujam ao tradicional, são sempre à base de caldos de legumes e nunca são previamente refogadas. Mas desta vez que me apetecia tanto uma sopinha diferente, mais alegre, mais rica em sabores e aromas!!
Tendo em mente esta nova vontade (e sempre fiel ao óbvio ingrediente obrigatório - Abóbora), lancei-me numa demanda em busca da receita que me faria ouvir o canto dos anjos.
Depois de muito vasculhar os meus livros e revistas e muito deambular pelos confins da magnífica Internet, eis que surge algo que me chama a atenção!! Convicta de que tinha encontrado A TAL, apresso-me a reunir os elementos em falta e a produzir o tão esperado tesouro. Acho que até cantei, enquanto o caldo se ía compondo! Chegando o final da confecção, prontamente encho uma bela malga para ir saborear regaladamente no sofá. Mas, passa-se qualquer coisa estranha... Não, penso, só pode estar maravilhosa! Já acomodada no lugar de eleição levo a primeira colher à boca. E foi só. Credo, que isto está tão enjoativo!!!! Nem mais consegui, foi o resto da panela todo fora!! Lá tive que ir eu tristemente arranjar outro jantar...
Ora eu que gosto pouco de me sentir derrotada, decido repetir a experiência. Mas desta vez fazendo uns acertos aqui, outros ali e juntando mais umas coisitas assim, lá fui outra vez dar início ao ritual. Desta vez não cantei. Pronto, se calhar trauteei baixinho. Caldo desligado, agarro uma colher e provo a iguaria. Decido juntar mais isto e... dever cumprido!!! Com direito a sessão fotográfica, que até a fui enfeitar, tão feliz estava!!
E desta vez sim, soaram sinetas e cantaram os anjos! 

Creme de Abóbora e Ricotta com Sementes Torradas e Hortelã

Ingredientes (4 doses):
1 fatia de abóbora menina limpa e descascada  (cerca de 600g)
1 courgette pequena
a parte branca de um bom alho francês
azeite q.b.
pimenta preta moída no momento q.b.
água a ferver
2 colheres de sopa de queijo ricotta
sal q.b.
2 colheres de sopa de sementes de abóbora
1 raminho de hortelã

Corte a abóbora e a courgette (com a casca) em cubinhos, o alho francês em rodelas e coloque-os numa panela. Regue tudo com um fio de azeite, moa um pouco de pimenta preta, tape e deixe suar em lume brando durante uns 5 minutos, sacudindo de vez em quando. Acrescente de seguida água a ferver suficiente para cobrir os legumes, tempere de sal e deixe cozer. Quando os legumes estiverem cozidos retire do lume, incorpore o ricotta e triture com a varinha mágica até ficar em creme. Polvilhe com a hortelã bem picadinha e reserve. Entretanto, coloque as sementes numa frigideira anti-aderente e leve-as a tostar levemente.
Sirva a sopa polvilhada com as sementes de abóbora tostadas e, se gostar, com uns pedacinhos de ricotta desfeito.

*A hortelã dá um toque maravilhoso a esta sopa e o crocante das sementes transformam-na em pura magia.
O queijo ricotta possui um sabor e cremosidade únicos que conferem um toque soberbo a esta sopa. A receita original indicava o requeijão, cerca 1 inteiro, eu apenas utilizei metade e ía-me dando o abafa. Literalmente! Não aconselho, o requeijão fica com um sabor muito intenso nesta sopa e, na minha opinião, extremamente desagradável!
Juntar crème fraiche em substituição do ricotta também me parece uma excelente opção, a experimentar numa próxima oportunidade!



Fonte: Esta receita foi ligeiramente adaptada do site Vaqueiro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Feijoada de Lulas e Camarão

Um grande tacho de conforto.
Era o que precisava.
De um abraço forte, de colo, de consolo...
Para me sentir aconchegada...
Como se estivesse a receber o doce cumprimento de um cobertor lentamente a envolver-me com o seu manto de pêlo macio... Como se estivesse a ser embalada numa infinita ternura que me acalma e me acarinha...
Uma grande dose de contentamento.
Para acalentar a alma e mimar o coração.

Foi assim, contagiada por uma onda de nostalgia que cheguei a casa e me entreguei à preparação desta maravilhosa feijoada, com a mente longe mas ao mesmo tempo ali, dedicada e concentrada em cada passo e cada pormenor... Há dias assim. E é tão doce a recompensa no fim.

Ingredientes (fiz para 2 pessoas mas dá para 4):
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite q.b.
1 colher de sopa de polpa de tomate
2 tomates chucha
1 cenoura
2 linguiças
cerca de 600g de lulas inteiras*
cerca de 300g de miolo de camarão
1 colher de chá de colorau
1 malagueta seca pequenina
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
1 copo de vinho branco
feijão encarnado cozido**
1/2 couve portuguesa
1 raminho de coentros frescos

Descasque a cebola e o alho, pique-os finamente e leve-os a refogar num tacho largo com um fio de azeite. Junte a folha de louro e quando a cebola começar a ficar translúcida adicione os talos dos coentros picados, a polpa de tomate, os tomates em pedaços, a cenoura descascada e cortada em rodelas e a linguiça também em rodelas. Arranje as lulas, separe os tentáculos, corte-as em argolas e acrescente-as ao preparado juntamente com o miolo de camarão. Tempere de sal, pimenta, o colorau e a malagueta. Regue com o vinho branco, tape e deixe estufar. Entretanto arranje a couve e escalde-a, sem a cozer por completo, em água temperada de sal. Retire, escorra e reserve.
Quando as lulas estiverem quase completamente cozinhadas incorpore o feijão cozido com alguma água da cozedura, junte as folhas de couve, rectifique de sal e deixe apurar mais um pouco.
Sirva polvilhado com as folhas dos coentros picadas.

E bom apetite!

* Eu prefiro comprar as lulas inteiras e arranjá-las e limpá-las em casa, pois acho que estas não encolhem quase nada e o sabor é melhor do que as que se compram já limpas. Dá trabalho, mas compensa pela satisfação final.
**Normalmente compro o feijão seco, cozo-o e congelo-o em caixas com a água da cozedura. Depois é só descongelar à temperatura ambiente, ou no microondas e adicionar aos cozinhados. Por este motivo não consigo fornecer a proporção certa, terá que ser ao gosto de cada um...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Risotto de Abóbora e Alheira



Nos últimos dias tenho dado voltas e mais voltas à cabeça para conseguir aplicar a minha rica abóbora (que continua sem vaga no congelador!) numa infinidade de receitas. Na minha mente pairam estufados, guisados, assados, confitados, flambejados, empastelados e sei lá que mais cozinhados, todos com a estrela da ocasião. Imagino-a com tudo, com todos, em tudo e em todos, com casca, sem casca, às tiras, aos cubos, às riscas e aos folhos... Abóbora, Abóbora, Abóbora, Abóbora!!!
Eis que numa das minhas viagens ao mundo encantado dos meus congelados encontrei por lá esquecida uma bela alheira que trouxe de um passeio a Mirandela. Escusado será dizer que se deu a santa aparição da bendita abóbora imediatamente no mesmo contexto!
E assim foi, casadas as duas num surpreendente risotto que nos maravilhou com a sua riqueza de cores e sabores!

Ingredientes (2 pessoas e sobra):
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 talo de aipo
1 raminho de tomilho
1 ramo de salsa
1 colher de chá de salva seca
1 medida de arroz para risotto (arbóreo ou carnaroli)
1 alheira
cerca de 200g de abóbora-menina descascada e limpa de pevides
azeite q.b.
sal q.b.
1 copo de vinho branco
sumo de 1/2 limão (só algumas gotas)
1 colher de sopa de queijo ricotta
queijo parmesão q.b.(parmigiano reggiano)
2 colheres de sopa de amêndoas palitadas

Coza a abóbora em água temperada de sal e quando estiver macia, retire, reserve a água e reduza-a a puré com um esmagador de batatas ou com um garfo. Não utilizei a varinha mágica neste caso porque pretendia que a textura da abóbora fosse aparente.
Descasque a cebola e o alho e coloque-os aos bocados numa picadora, juntamente com o talo de aipo, o tomilho, os talos da salsa e a salva seca. Pique tudo e leve este preparado ao lume num tacho ou caçarola larga com um fio de azeite. Quando a cebola se apresentar translúcida adicione o arroz e envolva tudo muito bem. Regue com o vinho e quando este se tiver evaporado quase na totalidade incorpore a alheira sem pele e desfeita. Envolva bem, junte a abóbora esmagada e tempere de sal, sem nunca parar de mexer com uma colher de pau. Vá juntando aos poucos o caldo da cozedura da abóbora, com a ajuda de uma concha da sopa, na proporção de uma de cada vez, e deixando absorver cada adição antes de juntar mais.
Entretanto, aqueça uma frigideira anti-aderente, torre as amêndoas em lume brando e reserve.
Quando o arroz estiver praticamente cozido, rectifique o sal, incorpore o ricotta, esprema umas gotinhas de limão, rale directamente o parmesão a gosto e envolva tudo muito bem.
Sirva polvilhado com as folhas da salsa picadas, as amêndoas torradas e, se gostar, umas lascas de queijo parmesão.

Acompanhei com uma variação da minha receita de abóbora assada, desta vez com sal, pimenta preta acabada de moer, um raminho de tomilho, umas folhinhas de salva seca e 3 dentes de alho esmagados com a casca, tudo regado com um fio de azeite.

Bom Apetite!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pão de Abóbora com Sementes e Passas

Imagem retirada da net
Tenho que confessar uma coisa. É que sofro de um grande vício... ou mania... ou incontrolável impulso!!
Ora quando vou fazer as compras regulares de abastecimento doméstico acabo sempre por exagerar no stock. Se vou ao mercado, não resisto ao peixe, aos legumes... Venho de lá carregadinha, carregadinha e quando chego a casa descubro que o meu frigorífico e congelador têm super-poderes. Vou ao talho e lembro-me que ainda não fiz aquilo, ou até poderia fazer isto e (porque não?!) talvez me apeteça também aqueloutro! E assim lá vou eu traumatizando o coitado do congelador, em camadas e camadas e saquinhos e caixinhas, todas empilhadas e encaixadas e empurradas lá para dentro... Abençoada máquina que me faz tão feliz!!
Mas a verdade é que assim também evito as idas recorrentes às compras e tenho sempre soluções para o menu semanal.
Pois numa semana pós abastecimento, eis que me oferecem uma grande e enorme (e linda!) abóbora, já toda arranjada sem casca e sem pevides, pronta a cozinhar!!! Fiquei tão, mas tão feliz da vida que arregacei logo as mangas e desatei a cortá-la em cubinhos para armazenar em sacos de congelação e ir utilizando depois. Mas um pequenino, minúsculo, quase insignificante pormenor... e espaço??  Pois é Alice. Ainda Só lá cabia metade.
Avizinham-se tempos de muitas receitinhas com abóbora a sair aqui da minha cozinha maravilha!
Lembrei-me de começar com um pão de abóbora, mas todas as receitas que encontrei levavam ovos e um abuso de açúcar e óleo. Decidi adequá-las a uma solução que me agradasse e assim surgiu este delicioso pão que me traz à memória as lendárias broinhas de Natal da minha mãe. O aroma é indescritível e o sabor de ir aos céus...


Ingredientes:
200g de abóbora + água da cozedura = 350ml de total
1 colher de sopa de açúcar de cana integral
1 colher de sopa de mel
1+1/2 colher de chá de sal (ou 1 pitada a gosto, que é o que faço)
1+1/2 colher de sopa de azeite
200g de farinha de milho
200g de farinha de trigo T65
100g de farinha integral
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de noz moscada em pó
1 colher de chá de erva doce (grão)
1 saqueta de fermento seco de padeiro (usei vahiné)
1/2 colher de café de bicarbonato de sódio
2 colheres de sopa de sementes de linhaça castanha
2 colheres de sopa de sementes de abóbora
3 ou 4 colheres de sopa de passas

Coza a abóbora em água temperada com uma pitada de sal, escorra e pese. Acrescente água da cozedura suficiente para fazer os 350ml e reduza a puré. Deixe arrefecer até ficar morno e transfira-o para a cuba da máquina. Junte os restantes ingredientes pela ordem indicada, coloque a cuba na máquina e seleccione o programa pão doce, ou pão rápido (eu fiz dois pães, um em cada programa e ficaram os dois óptimos).
Quando a máquina começar a amassar, levante a tampa e com a ajuda de um rapa-salazar empurre a massa que fique presa às paredes, para que se incorpore na bola que se está a formar. Feche a tampa e não volte a abrir até ao final do programa. Quando este terminar, retire e coloque numa grelha a arrefecer.

É uma autêntica maravilha quentinho acabado de fazer, mas no dia seguinte torrado e barrado com um requeijão de ovelha... hmmmm:)


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lasanha Vegetariana com Cogumelos



Dos dias em que não apetece nada... Não apetece nada do que tinha planeado, não apetece carne, não apetece peixe... Dirijo-me ao frigorífico, abro e fecho dez vezes a porta... Repito o ritual no congelador...Afasto-me de nariz franzido e volto passados cinco minutos com a barriga a reclamar algo, mas a vontade que ainda não se decidiu... Inspecciono mais uma vez as prateleiras do frigorífico, pouco esperançosa, pouco convicta... Os olhos a percorrer cada um dos ingredientes... desinteressadamente... Mas algo me prende olhar!! Por ali perdida andava uma embalagem de folhas de lasanha que sobrou de um jantar que fiz há alguns dias para uns amigos e que precisava urgentemente de ser gasta. Eis que se faz luz!! Abro a gaveta dos vegetais e descubro para lá uns visitantes que prontamente desatam a marchar para a banca da cozinha.
E começa tudo a compor-se, com mais umas coisitas daqui e outras dali.
Forno com ela e puff... faz-se magia!

Ingredientes (2 ou 3 pessoas):
1 cebola roxa
2 dentes de alho
1 folha de  louro
1 talo de aipo
1 courgette pequena
1/2 beringela
4 tomates chucha
300g de mistura de cogumelos (usei congelados)
4 folhas de lasanha fresca
1/2 pacote de natas de soja
1 embalagem de queijo mozzarella ralado
sal e pimenta preta moída no momento
1 colher de chá de tomilho em pó
1 colher de chá de coentros em pó (usei uma mistura de coentros e alho)
1 ramo de salsa fresca
azeite q.b.

Ligue o forno a 200º.
Descasque e pique a cebola e os alhos. Leve-os a refogar num wok ou caçarola com um fio de azeite, junte a folha de louro, os talos da salsa bem picadinhos e o aipo cortado em pedaços pequenos. Corte em cubos, sem descascar, a beringela e a courgette, corte os tomates em quartos e junte-os ao preparado. Deixe estufar um pouco, acrescente os cogumelos e tempere com sal, pimenta moída no momento, o tomilho e os coentros em pó. Envolva bem, tape, mas vá vigiando e mexendo de vez em quando. Quando os legumes estiverem macios incorpore as natas de soja, deixe levantar fervura e retire do lume. Envolva as folhas de salsa picadinha e reserve.
Num pirex untado com manteiga coloque um pouco do preparado no fundo. Cubra com folhas de lasanha e coloque mais um pouco de recheio. Repita o procedimento com nova camada de folhas de lasanha e termine com recheio. Polvilhe bem a superfície com o queijo ralado e leve ao forno. Quando o queijo estiver derretido e douradinho retire e sirva de imediato.

Bom apetite!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Bacalhau Gratinado com Couve Portuguesa


As ementas que escolhemos são ditadas por variadíssimas razões. Ora porque nos lembrámos daquela receita há tanto tempo guardada na memória, ora porque até temos certos ingredientes que queremos gastar, ora porque simplesmente nos apetece (ou apetece à nossa prole!)... Pois é, e desta vez tenho que admitir que não foi por nenhum destes motivos que decidi este prato... É que andava a apetecer-me tanto, mas tanto.. beber um belo vinho tinto alentejano!! Sim, exactamente! E para saborear bem o belo vinho tinto alentejano tinha que ser um belo prato de bacalhau! É que estas noites tão frias convidam mesmo a repastos reconfortantes, bem entrados e bem saídos e, como não podia deixar de ser, bem regados:)
Escusado será dizer que não conseguimos saber o final do filme que tentámos ir ver de seguida... adormecemos os dois no sofá!:)

Ingredientes (2 pessoas):
1 embalagem de migas de bacalhau
1/2 couve portuguesa
1 cebola
4 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de salsa
5 ou 6 batatas médias
azeite q.b.
1 pitada de colorau
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa cheia de farinha sem fermento
leite morno q.b.(para cozer e cerca de 2,5 ou 3dl para o béchamel)
sal e pimenta moída no momento q.b.
Noz moscada q.b.
Azeitonas pretas q.b. (opcional)
Pão ralado para polvilhar

Na noite anterior coloque as migas de bacalhau de molho e no dia seguinte troque a água por mais duas ou três vezes.
Ligue o forno a 200º.
Comece por descascar as batatas e corte-as em rodelas finas. Num tabuleiro refractário untado com um pouco de azeite disponha as rodelas de batata, tempere com sal e uma pitada de colorau, regue com mais um fio de azeite e leve ao forno até as batatas ficarem douradas e cozinhadas (sem se desfazerem).
Entretanto, escalde o bacalhau num tacho com metade leite e metade água a ferver durante 5 minutos e reserve. Noutro tacho, coza a couve previamente arranjada em água temperada de sal, escorra e reserve.
Corte as cebolas em meias luas finas, os alhos em lâminas e leve ao lume numa caçarola com um fio generoso de azeite. Junte a folha de louro e deixe a cebola amolecer. Incorpore os pedaços de bacalhau desfeitos, a couve cortada aos pedaços e envolva bem. Acrescente a salsa muito bem  picadinha, tempere com pimenta preta moída no momento, rectifique de sal, retire a folha de louro e reserve.
Num tachinho derreta em lume brando a manteiga com a farinha e junte o leite morno aos poucos, em fio e sem parar de mexer com uma vara de arames, até ficar com uma consistência cremosa. Tempere com pimenta preta acabada de moer e noz moscada a gosto.
Espalhe o preparado de bacalhau sobre o tabuleiro com as batatas, regue com o béchamel, polvilhe com o pão ralado e decore com as azeitonas. Leve ao forno a gratinar até a superfície ficar douradinha.
Deve servir-se de imediato, de preferência acompanhado de um bom vinho tinto bem encorpado:)

Bom Apetite!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Empadão de Salmão com Espinafres


Há dias em que o alívio de chegar a casa é tão grande que me sinto inundada de uma energia e boa disposição capazes de mover montanhas...
Arregaço as mangas, lanço-me à cozinha e começo num desatino de tachos e panelas a chocalhar, facas a cortar, picar e descascar, armários a abrir e fechar e água a correr e a respingar!
Juro que quando ouço o primeiro borbulhar ou crepitar dos ingredientes a cozinhar a minha alma até canta e o meu coração dança! A nuvem cinzenta que pairava sobre mim dissipa-se e todos os problemas parecem agora pequenos fragmentos perdidos num recanto longínquo da minha memória...
E foi assim, entre cantarolices e rodopios que se foi compondo este empadão de cores e sabores vibrantes bem harmonizados com o meu estado de espírito!

Ingredientes (2 pessoas):
2 filetes de salmão sem pele (cerca de 450g)
1 cebola
2 dentes de alho
1 cenoura ralada
1 molho de espinafres (usei congelado, cerca de 8 bolinhas)
1 folha de louro
vinho branco q.b. (se necessário)
1/2 pacote de natas de culinária (usei de soja light)
700g de batatas
1 noz de manteiga
leite q.b. (cerca de 150-200ml)
azeite q.b.
sal, pimenta preta acabada de moer, noz moscada q.b.
1 gema de ovo
azeitonas pretas para decorar

Coloque o salmão a cozer em água temperada de sal e quando estiver cozido reserve. Descasque as batatas, corte-as em pedaços e coza-as noutra panela em água também temperada de sal.
Entretanto ligue o forno a 200º.
Pique a cebola e o alho e leve-os a refogar numa caçarola com 1 fio de azeite e a folha de louro. Desfaça o salmão em pedacinhos e junte-o ao refogado, envolvendo bem. Acrescente de seguida a cenoura e os espinafres, tempere com a pimenta preta e rectifique o sal. Deixe apurar os sabores e refresque com um pouco de vinho se necessário*. Quando os espinafres estiverem cozidos acrescente as natas, envolva bem e reserve.
Para o puré, escorra as batatas cozidas e passe-as num passevite. Acrescente a manteiga e comece a verter o leite em fio (que deve estar quente), aos poucos e mexendo sempre até o puré ficar cremoso. Tempere com pimenta preta e noz moscada a gosto.
Num pirex ou tabuleiro de forno comece por colocar uma camada de puré, sobre esta deite o preparado de salmão e finalize com o restante puré. Pincele com a gema de ovo batida e decore com azeitonas pretas.
Leve ao forno até a superfície ficar dourada e sirva de imediato.


*Como utilizei espinafres congelados, a água libertada por estes foi suficiente, mas se se utilizar espinafres frescos será preciso colocar um pouco de vinho branco.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Abóbora Assada com Alecrim, Tomilho e Sementes


Gosto das coisas simples.
Mas também gosto das complicadas.
As coisas simples têm o dom de nos surpreender pela riqueza fornecida por tão pouca promessa.
As complicadas prometem o mundo e por vezes oferecem uma mão cheia de nada. Quando bem sucedidas fazem-nos sentir o doce sabor da recompensa. Quando correm mal inundam-nos de desilusão e vazio...
A simplicidade não exige. Assume-se como é, descomplicada.
Desta vez apeteceu-me optar pela simplicidade despreocupada...
E novamente me senti impressionada pelo poder estonteante que essa simplicidade é capaz de transmitir...
Um nada tão repleto de tanto...


Ingredientes:
1 fatia de abóbora menina
2 dentes de alho laminados
1 folha de louro
1 raminho de alecrim
1 raminho de tomilho
1 colher de chá de sementes de abóbora
azeite q.b.
vinagre balsâmico q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.

Aqueça o forno a 200º.
Corte a abóbora em pedaços e disponha-os juntamente com o alho num tabuleiro de forno previamente untado com azeite. Tempere de sal e pimenta e junte o louro, o tomilho e o alecrim. Polvilhe com as sementes e regue com um fio de azeite. Envolva bem todos os ingredientes e leve ao forno durante 20 minutos. Abra o forno e borrife o preparado com um pouco de vinagre balsâmico. Deixe assar mais 10 ou 15 minutos até a abóbora estar bem cozinhada.

É incrivelmente delicioso...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Courgettes à Provençal

Como todas as pessoas que gostam da arte de cozinhar, também eu adoro ver programas de culinária e tenho uma perdição pelos livros de receitas... Tenho sempre vários livros em fila de espera para serem comprados, avidamente inspeccionados e carinhosamente dispostos na estante que lhes é dedicada.
Pois podia dar-me para pior não é?
Não é um hobbie particularmente amigo de dietas (que eu teimo em conseguir cumprir!!), mas é um que regala o espírito, me consola a alma e me desperta os sentidos.
Esta receita é fruto da minha mais recente aquisição, um livro que já há algum tempo andava no topo da lista e que eu resolvi oferecer a mim própria por alturas do Natal. E que bela prenda, um manual absolutamente delicioso, muito original na forma como organiza as receitas e cheio de maravilhosas sugestões para eu pôr em prática!!
Como o tempo disponível ultimamente tem sido muito pouco, fica para já este simples acompanhamento, ideal para uma qualquer refeição à escolha e a promessa de algo mais para uma outra altura...

Ingredientes (2 pessoas):
1 courgette
100g de tomates cherry
1 folha de louro
2 dentes de alho
1 raminho pequeno de alecrim
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
azeite q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
1/2 colher de chá de manjericão seco (ou 1 raminho pequeno de manjericão fresco)

Corte a courgette em rodelas médias sem a descascar e os tomates cherry ao meio. Aqueça um fio de azeite numa frigideira anti-aderente, junte a folha de louro e os alhos picados finamente (uso o esmagador de alhos). Adicione a courgette, tempere de sal, pimenta e salteie um pouco. Junte os tomates, o alecrim picado, o manjericão e uma colher de vinagre balsâmico. Deixe apurar um pouco e regue com um fio de azeite e a outra colher de vinagre balsâmico. Cozinhe mais uns minutos até a courgette ficar macia e sirva de imediato.

E aqui está o livro que serviu de inspiração!

Fonte: adaptado de Ramsay's best menus, Quadrille Publishing

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Almôndegas em Molho de Tomate

Este é um dos pratos que o meu marido me pede com mais frequência! Sempre que posso e o tempo disponível me permite prefiro fazer a receita de raiz, pois desta forma sei exactamente o que estamos a comer e o sabor é de longe superior ao das almôndegas cruas que se compram nos hipermercados. Mas confesso que inicialmente cheguei a fazer batota para o colocar rapidamente na mesa já que durante a semana tenho que optar sempre por soluções mais simples e que demorem no máximo 30 minutos a preparar, o que não é o caso se quisermos ser nós a fazer tudo. No entanto, é muito mais saudável e seguro desta forma e há sempre a possibilidade de se fazer a receita em dobro e congelar metade das bolinhas já formadas para que numa próxima oportunidade estejam já prontinhas a utilizar! E a partir do momento em que se provam estas, nunca mais se volta a comprar covetes de almôndegas nos hipermercados, cuja carne não se sabe a proveniência e a mistura é bastante duvidosa, basta-nos ler o rótulo para desistir logo da compra!
E também não demora assim taaaanto tempo, as bolinhas até se fazem num instante e é bastante terapêutico mexer no preparado e dar-lhe a forma desejada com as mãos, alivia-se o stress num ápice!

Ingredientes (2 ou 3 pessoas):

Para formar as Bolinhas:
500g de carne picada (utilizei 250g de perú e 250g de vitela)
1 ovo
1 fatia de pão
1 chalota ou cebola pequenina
2 dentes de alho
1 raminho pequeno de salsa fresca
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.

Para o molho de tomate:
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 lata de tomate pelado*
1 colher de chá de manjericão seco
1 colher de chá de orégãos secos
1/2 colher de chá de colorau
1 pitada a gosto de pimenta cayenne (opcional)
1 copo de vinho branco
azeite q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
salsa fresca picada (ou folhas de manjericão fresco, que não usei apenas porque não tinha) para polvilhar
Queijo parmesão ralado no momento para servir (opcional)

Ponha a fatia de pão de molho em água morna num prato fundo, sem côdea, durante 10 minutos. Numa tigela coloque a carne picada, o ovo, a cebola e os dentes de alho muito bem picados (uso o esmagador de alhos) e a salsa também bem picadinha. Escorra o pão e junte-o esmigalhado à carne. Tempere com sal e pimenta e misture tudo muito bem até estarem todos os ingredientes perfeitamente ligados.
Forme bolinhas de carne com as mãos (eu doseio com a ajuda de duas colheres de sopa e depois rolo as bolinhas nas mãos) e disponha-as sobre papel vegetal.

Aqueça um fio de azeite numa caçarola larga e refogue a cebola e o alho picados com a folha de louro. Quando a cebola começar a ficar translúcida adicione o tomate, o manjericão e os orégãos secos e tempere com um pouco de sal e pimenta. Junte as almôndegas uma a uma, tempere com o colorau, a pimenta cayenne e refresque com o vinho branco. Coloque a tampa e deixe cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando até a carne estar feita. Por fim, polvilhe com a salsa ou o manjericão fresco picado e sirva com um pouco de parmesão ralado no momento.
Acompanhei com esparguete, cozido apenas em água temperada de sal e um fio de azeite, e com uma salada verde.

Bom apetite!

*Desta vez usei polpa de tomate caseira que tinha congelado, aproveitada dos tomates recheados que fiz pelo fim de ano, e juntei apenas um pouco de tomate triturado de compra.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ervilhas com Bacon e Ovo Escalfado

Porque os dias rapidamente se transformam em noites.
Porque os minutos rapidamente se transformam em horas.
Porque as coisas mais simples nos fazem sorrir.
Porque sim, sou feliz.

Ingredientes (2 pessoas):
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 talo de aipo
1 folha de louro
100g de fiambre em cubos
130g de bacon em cubos
500g de ervilhas congeladas
1 copo de vinho branco
2 ovos
1 pouco de pimenta cayenne a gosto
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
azeite q.b.
1 raminho de cebolinho fresco

Pique a cebola, o alho e o aipo finamente e leve-os a refogar num wok ou caçarola com um fio de azeite. Junte a folha de louro e deixe cozinhar até a cebola ficar translúcida. Adicione os cubos de fiambre e bacon e cozinhe mais alguns minutos mexendo sempre. Tempere com uma pitada pequena de sal, pimenta, a pimenta cayenne e refresque com o vinho. Tape e deixe apurar uns minutos até absorver o vinho. Adicione então as ervilhas, envolva bem os sabores e junte um pouco de água a ferver. Rectifique de sal e deixe cozinhar em lume brando até as ervilhas estarem cozidas.
Entretanto, num tachinho ferva um pouco de água temperada de sal e um fio de vinagre e escalfe os ovos durante 3 minutos*. Retire-os de imediato e coloque-os sobre as ervilhas, temperados com um pouco de pimenta preta acabada de moer. Por fim, polvilhe tudo com o cebolinho picado.

Para os dias relâmpago, um prato de puro conforto instantâneo!

*Eu prefiro fazer um ovo de cada vez. Como alternativa e se se quiser optar pelo método tradicional, podem-se escalfar os ovos directamente sobre as ervilhas quando estas estiverem quase cozidas. No entanto, esta forma que sugiro torna-se, na minha opinião, mais apelativa à vista e ao paladar permitindo rasgar o ovo e deixar escorrer a gema lenta e gulosamente sobre as ervilhas... mmm....

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fettuccine Maravilha


Era um daqueles dias... Eu a chegar tardíssimo a casa... Ele ainda vinha a caminho... Eram dez da noite!
- Tenho tanta fome!!! - dizia-me ele pelo telefone, enquanto eu ainda abria a porta de casa. E eu que só tinha vontade de desmaiar no sofá e ficar lá estilo vegetal durante um bom bocado!!
Não tenho pão, acabou-se a sopa, não há sobras, enfim, nada feito...
Bem, terei que improvisar algo rápido e reconfortante!
Depois de uma rápida inspecção pelo stock existente, eis que sai esta Pasta que tão bem nos soube, sentados no sofá com um tabuleiro cada um!

Fettuccine com Camarão, Cogumelos e Tomate Seco

Ingredientes (2 pessoas):
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 malagueta vermelha fresca (pequena)
2 colheres de sopa de tomate seco (desidratado)
200g de miolo de camarão (usei congelado)
200g de mistura de cogumelos (usei congelado)
200g de fettuccine (usei fettuccine ai funghi)
1 colher de chá de coentros em pó
1 colher de chá de colorau
1 raminho de salsa
1/2 copo de vinho branco
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
azeite q.b.

Coza a massa em água temperada com sal e um fio de azeite durante o tempo indicado na embalagem.
Descasque e pique a cebola e o alho e leve-os a refogar num wok (ou caçarola) com um fio de azeite. Adicione a malagueta e os talos da salsa picados e junte o tomate seco. Quando a cebola estiver translúcida junte o camarão e os cogumelos, tempere de sal, pimenta, o colorau e os coentros em pó, refresque com um pouco de vinho branco e deixe cozinhar.
Escorra a massa, reservando um pouco da água da cozedura e encorpore-a no preparado de camarão e cogumelos, envolvendo bem tudo. Se necessário misture um pouco da água que reservou.
Polvilhe com as folhas de salsa picadas e sirva de imediato.

Bom Apetite!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tomates Recheados com Atum, Espinafres e Requeijão

Ainda continuando a saga da festa do Fim de Ano! Esta foi outra entrada que preparei, mas pode perfeitamente servir como prato principal acompanhado de um arrozinho de legumes, por exemplo. O pão que se vê na foto também foi da minha autoria, mas isso será conversa para outra altura!!!:)

Ingredientes (10 unidades):
10 tomates médios ou pequenos
1 cebola média
1 dente de alho
2 latas de atum (usei em azeite)
200g de espinafres (usei congelados)
1 requeijão
sal e pimenta preta q.b.
azeite q.b.
queijo mozzarella ralado q.b.
vinho branco q.b.
1 ramo de salsa

Ligue o forno a 180º.
Corte uma tampinha aos tomates e escave-lhes o interior com uma colher de sobremesa, cuidadosamente sem danificar o exterior. Reserve apenas duas colheres de sopa da polpa e guarde o resto*. Coloque uma folha de alumínio num tabuleiro e sobre esta disponha os tomates escavados. Cubra com outra folha de alumínio e leve ao forno 5 minutos, apenas para os amolecer um pouco. Retire e reserve.
Pique finamente a cebola e o alho e leve-os a refogar num fio de azeite. Adicione os talos da salsa picadinhos e deixe cozinhar até a cebola ficar translúcida. Junte o atum escorrido e desfeito, os espinafres e tempere de sal e pimenta a gosto. Envolva bem, encorpore a polpa de tomate e refresque com um pouco de vinho branco. Quando os espinafres estiverem cozinhados desligue, adicione o requeijão aos pedacinhos, as folhas de salsa picadas e envolva bem.
Recheie os tomates com este preparado, coloque um pouco de mozzarella ralado sobre cada um e leve ao forno apenas o suficiente para derreter o queijo. Retire e coloque a tampa sobre cada um.

Bom Apetite!!

*A polpa que sobra pode ser congelada e aproveitada para outros cozinhados ou para a sopa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dourada Assada em Cama de Legumes


Nesta época tão farta e tão repleta de excessos, cá por casa vou tentando que durante a semana o menu seja o mais saudável possível, mas sem cair no sensaborão!! Faço peixe assado de variadíssimas maneiras e esta foi mais uma que saiu consoante os legumes que povoavam o meu frigorífico!! É uma ideia bem equilibrada, cheia de nutrientes e vitaminas e pode ser confeccionada com todos os que se quiser.

Ingredientes (2 pessoas):
1 cebola
1 tomate
1/2 pimento vermelho
2 talos de aipo
6 rodelas fininhas de courgette
4 rodelas fininhas de beringela
1 cenoura
6 batatinhas novas
1 limão
4 dentes de alho com casca
2 douradas pequenas amanhadas
1 ramo pequeno de salsa
sal e pimenta preta de moinho q.b.
1 colher de chá de colorau
1 colher de chá de tomilho seco
1 copo pequeno de vinho branco
azeite q.b.

Coloque no fundo de um pirex um fio de azeite, disponha a cebola cortada em meias luas, o tomate em quartos, o pimento em tiras, o aipo fatiado, as rodelas de courgette e beringela em metades ou quartos, polvilhe com um pouco de sal e regue com o vinho branco. Descasque a cenoura, corte-a em quartos finos, coza em água a ferver durante 5 minutos e transfira para o pirex.
Dê vários golpes transversais nos lombos das douradas e esfregue-as com sal. Dentro da barriga de cada uma coloque uma rodela de limão e umas folhinhas de salsa e disponha-as no pirex sobre os legumes.
Descasque as batatas e coloque-as em volta das douradas. Tempere com a pimenta acabada de moer, o colorau e o tomilho e coloque uma rodela de limão sobre cada dourada. Esmague os dentes de alho e junte-os ao tabuleiro. Regue com um fio de azeite cubra com papel de alumínio e leve ao forno a 200º. Ao fim de 30 minutos retire a folha de alumínio e deixe assar mais 20 minutos para tostar.
Muito sabor com pouquinhas calorias! :)


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Risotto de Míscaros


Chegou a época dos míscaros! Na mercearia onde vou habitualmente comprar fruta e legumes lá estavam eles, muito cheios de areias, alegremente dispostos numa caixa! Pois logo eu que adoro cogumelos não resisti e lá trouxe para fazer o tão habitual arroz de míscaros, a única receita aliás que até agora tinha provado com a bela iguaria. Pois precisamente por este motivo decidi experimentar uma variante e fazer antes um risotto. A receita que uso é inspirada e adaptada de um livro do Jamie Oliver, que é um dos meus chefs favoritos, e sai sempre bem. O sabor dos míscaros sobressai muito mais desta forma, ficam absolutamente divinais! A única parte menos agradável é a de os limpar, pois convém que lhes seja retirada a película exterior tanto dos pés como das cabeças, o que requer muita paciência e cuidado para não os desfazer. Mas o esforço é sem dúvida recompensado!

Ingredientes (2 ou 3 pessoas):
600g de míscaros
1 cebola
4 dentes de alho
1 + 1/2 talo de aipo
1 raminho de alecrim fresco
1 ramo de salsa fresca
1 chávena de arroz arbóreo ou carnaroli
1l de caldo de galinha*
1 copo de vinho branco
1 raminho de tomilho fresco
azeite q.b.
sal q.b.
pimenta preta de moinho
queijo parmesão - parmigiano reggiano - ralado no momento
1 noz de manteiga
sumo de 1/2 limão

Arranje e limpe bem de areias os míscaros, corte-lhes os pés aos pedacinhos e separe as cabeças. Destas, reserve a maior parte e corte em pedaços as restantes, juntando-as aos pés.
Num tabuleiro ou prato de forno coloque as cabeças dos míscaros e tempere de sal, pimenta acabada de moer, duas cabeças de alho picadas, regue com um fio de azeite e polvilhe com o tomilho. Leve ao forno muito quente no grill.
Pique a cebola, o aipo, dois dentes de alho, o alecrim e os pés da salsa e leve-os a refogar num tacho ou caçarola com um fio de azeite. Junte o arroz, sem o lavar, e deixe cozinhar sem parar de mexer até ficar translúcido. Adicione o vinho branco e continue a mexer para absorver o sabor. Junte os pés dos míscaros, tempere com um pouco de sal e adicione um pouco de caldo. Deve mexer com regularidade. Quando o arroz tiver absorvido quase todo o caldo junte mais um pouco, sempre com o lume brando e deixe absorver novamente, sem deixar secar demasiado nem agarrar ao fundo do tacho. Nunca deve juntar demasiado caldo de cada vez para que o líquido vá sendo todo absorvido. Prove e se necessário rectifique o tempero de sal.
Quando estiver quase pronto, junte a manteiga e rale directamente sobre o tacho o queijo na quantidade que desejar. Misture tudo muito bem e no fim regue com umas gotas de sumo de limão e polvilhe com a restante salsa picada.
Sirva o risotto com os míscaros que tostaram no forno.

*Pode-se usar um cubo de caldo que tanto pode ser dissolvido num litro de água a ferver como pode ser adicionado directamente logo após o vinho. Neste último caso, vai-se depois juntando aos poucos água a ferver ao preparado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Arroz Aromático com Ervilhas


Este arroz é um acompanhamento perfeito para qualquer prato de caril, se desejarmos algo mais elaborado do que o simples arroz basmati cozido.

Ingredientes (3 pessoas):
1 chávena de arroz basmati
2 chávenas de água a ferver
1 cravinho
3 vagens de cardamomo
1 pau de canela
1 cebola pequena picada
1/2 colher de chá de garam masala
1/2 colher de chá de endro seco
1 chávena de ervilhas congeladas
sal q.b.
óleo de girassol q.b.*

Coloque um fio de óleo num tacho e aqueça, juntamente com o pau de canela, o cravinho e as vagens de cardamomo grosseiramente esmagadas, em lume médio durante dois minutos. Acrescente a cebola e cozinhe até esta amolecer, mexendo sempre. Junte o arroz, o endro e o garam masala e mexa por forma a misturar bem todos os sabores. Adicione a água e as ervilhas, tempere de sal e assim que começar a ferver tape o tacho e reduza o lume para o mínimo. Deixe cozinhar cerca de 15 minutos sem abrir a tampa e desligue.

* Pode-se utilizar azeite, mas o óleo de girassol é o mais indicado neste tipo de receitas porque possui um sabor muito neutro, não se sobrepondo nem alterando o sabor das especiarias utilizadas.

Fonte: Ligeiramente adaptado de Fresh Indian de Sunil Vijayakar - Colecção Sabores do Mundo, Círculo de Leitores
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