Já vejo a luz ao fundo do túnel!
Conto os dias, as horas, os minutos, os segundos... Falta pouco!
O entusiasmo cresce e com ele a disposição, a alegria e a energia - só decresce a concentração!
Consigo vê-las, senti-las, cheirá-las... ouvi-las!!
Estou aqui, embora na verdade já esteja lá, pois por lá já passeia a minha mente, a minha imaginação, o meu subconsciente...
Ai, o que eu anseio pelas minhas tão desejadas férias!!!
Ingredientes (2 a 4 pessoas):
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite q.b.
1 cubo de caldo de marisco (opcional)
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de massa de pimentão
1 cenoura
1/2 pimento vermelho
1/2 pimento verde
2 tomates maduros
1 redfish, sem a cabeça (compra-se assim congelado) - ou outro peixe à escolha
200gr de miolo de camarão
1 ramo de coentros
sal q.b.
1 colher de café de piri-piri em pó ou uma malagueta seca pequenina (opcional)
vinho branco q.b.
1 medida de arroz carolino (para 4 medidas de água)
Leve o peixe a cozer num tacho com água e sal. Quando estiver cozido, retire, limpe-o de peles e espinhas e reserve.
Reserve também a água da cozedura.
Entretanto, num tacho largo aqueça um fio de azeite e refogue a cebola e o alho devidamente descascados e picados. Junte a folha de louro, os talos dos coentros picados e quando a cebola começar a ficar translúcida, junte a polpa de tomate, o tomate maduro em gomos, a cenoura descascada e cortada em triângulos, os pimentos em cubos e o cubo de caldo. Refresque com um pouquinho de vinho branco e deixe ferver dois minutos.
Junte os camarões, a massa de pimentão e o piri-piri e cozinhe mais um minuto.
Acrescente então a água de cozer o peixe, previamente coada, retifique o sal e quando levantar fervura junte o arroz. Devem juntar-se 4 medidas de água para 1 de arroz, para que este fique malandrinho.
Quando o arroz estiver quase cozido, incorpore o peixe.
Por fim, polvilhe com as folhas dos coentros picadas e sirva de imediato.
Bom Apetite!:)
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Risotto de Beterraba e um Convite... em tom Vermelho
O céu estava raiado de vermelho naquele final de tarde abafado de um calor repentino e estranho. Pelo chão das ruas dançavam sombras compridas e disformes, projetadas por um sol já quase desaparecido no horizonte. Percebia-se na atmosfera tingida algo de surreal, no limiar do paranormal.
Sentia-me nervosa. O meu convidado estava atrasado, o jantar estava pronto e a noite estava a ganhar forma a grande velocidade.
Finalmente o som da campainha faz-me saltar e numa fração de segundo abro a porta, mal disfarçando o entusiasmo.
- Como está, senhor Guillermo del Toro? Fez boa viagem?
Rasga-me um sorriso enigmático e anui quase impercetivelmente.
Mais um mês e mais uma edição da fantástica iniciativa "Convidei para Jantar", que a Ana tão brilhantemente criou. Desta vez, o desafio decorre em casa da Pami Sami, o Menu Verde, que nos propôs convidar um realizador de cinema. E como a anfitriã dá vida a um blog vegetariano, que reflete o seu estilo de vida, pediu-nos que preparássemos nesta edição uma ementa dessa natureza.
Ingredientes (4 pessoas):
3 beterrabas médias
1 cebola roxa
1 dente de alho
1 talo de aipo
1 ou 2 hastes de tomilho
1 haste de alecrim
1 raminho de cebolinho fresco
azeite q.b.
1 cubo de caldo de galinha ou legumes (usei natura)
2 chávenas arroz para risotto (arbóreo ou carnaroli)
1 copo de vinho branco
sal q.b.
água a ferver q.b.
queijo parmesão ralado no momento q.b.
Para o molho:
2 iogurtes naturais
sal q.b.
1 limão (raspa e sumo de 1/2)
cebolinho fresco
azeite q.b.
Coza as beterrabas com a casca em água por cerca de 30, 40 minutos. Deixe arrefecer, pele-as, corte em cubinhos e reserve.
Num processador de alimentos, ou numa picadora, coloque a cebola roxa e o alho descascados, o talo de aipo, o tomilho, o alecrim, o cebolinho e triture tudo.
Aqueça um pouco de azeite numa panela larga e leve esse preparado picado a refogar. Deixe por uns instantes ganhar gosto e junte o cubo de caldo, bem como os cubos de beterraba. Acrescente o arroz e mexa bem para envolver de forma uniforme todos os ingredientes. Refresque com o vinho branco e deixe absorver, sem nunca parar de mexer. Tempere de sal e junte um pouco de água a ferver, continuando a mexer com regularidade. Assim que o arroz tiver absorvido grande parte do líquido, acrescente mais um pouco de água a ferver. Deve repetir-se este processo até o arroz estar cozido, tendo sempre o cuidado de mexer, para que não agarre. Quando estiver quase pronto, retifique o sal, rale uma boa porção de queijo parmesão e envolva bem.
Para o molho, coloque os iogurtes numa taça e tempere de sal, a raspa de limão, sumo de 1/2 e um pouco de cebolinho fresco picadinho. Borrife com um fiozinho de azeite e envolva.
Sirva o risotto assim que estiver pronto, polvilhado com mais um pouco de parmesão acabado de ralar e com um pouco de molho de iogurte com cebolinho a acompanhar. Fica delicioso.
Bom apetite!
Sentia-me nervosa. O meu convidado estava atrasado, o jantar estava pronto e a noite estava a ganhar forma a grande velocidade.
Finalmente o som da campainha faz-me saltar e numa fração de segundo abro a porta, mal disfarçando o entusiasmo.
- Como está, senhor Guillermo del Toro? Fez boa viagem?
Rasga-me um sorriso enigmático e anui quase impercetivelmente.
Convido-o a entrar e a sentar-se à mesa, servindo-lhe um copo generoso de um vinho tinto espanhol da Rioja. Observo-o enquanto perscruta silenciosamente a refeição que lhe sirvo, vibrante de sangue e pontuada de rubis cintilantes.
Talvez lhe dê ideias. Ou lhe avive memórias.
O jantar decorre apenas com o som da sua voz, dando vida a fábulas e contos que avidamente escutamos, como crianças hipnotizadas por histórias de encantar.
E termina tão misteriosamente como começou, com uma saída discreta do nosso convidado, que desaparece silenciosamente na noite fantástica, manchada por um luar vermelho.
Ingredientes (4 pessoas):
3 beterrabas médias
1 cebola roxa
1 dente de alho
1 talo de aipo
1 ou 2 hastes de tomilho
1 haste de alecrim
1 raminho de cebolinho fresco
azeite q.b.
1 cubo de caldo de galinha ou legumes (usei natura)
2 chávenas arroz para risotto (arbóreo ou carnaroli)
1 copo de vinho branco
sal q.b.
água a ferver q.b.
queijo parmesão ralado no momento q.b.
Para o molho:
2 iogurtes naturais
sal q.b.
1 limão (raspa e sumo de 1/2)
cebolinho fresco
azeite q.b.
Coza as beterrabas com a casca em água por cerca de 30, 40 minutos. Deixe arrefecer, pele-as, corte em cubinhos e reserve.
Num processador de alimentos, ou numa picadora, coloque a cebola roxa e o alho descascados, o talo de aipo, o tomilho, o alecrim, o cebolinho e triture tudo.
Aqueça um pouco de azeite numa panela larga e leve esse preparado picado a refogar. Deixe por uns instantes ganhar gosto e junte o cubo de caldo, bem como os cubos de beterraba. Acrescente o arroz e mexa bem para envolver de forma uniforme todos os ingredientes. Refresque com o vinho branco e deixe absorver, sem nunca parar de mexer. Tempere de sal e junte um pouco de água a ferver, continuando a mexer com regularidade. Assim que o arroz tiver absorvido grande parte do líquido, acrescente mais um pouco de água a ferver. Deve repetir-se este processo até o arroz estar cozido, tendo sempre o cuidado de mexer, para que não agarre. Quando estiver quase pronto, retifique o sal, rale uma boa porção de queijo parmesão e envolva bem.
Para o molho, coloque os iogurtes numa taça e tempere de sal, a raspa de limão, sumo de 1/2 e um pouco de cebolinho fresco picadinho. Borrife com um fiozinho de azeite e envolva.
Sirva o risotto assim que estiver pronto, polvilhado com mais um pouco de parmesão acabado de ralar e com um pouco de molho de iogurte com cebolinho a acompanhar. Fica delicioso.
Bom apetite!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Um Dhal e uma Viagem
Uma das coisas que mais me fascina no mundo da culinária é a descoberta de novos sabores e aromas, novas especiarias e novos ingredientes. Sou uma eterna apaixonada pela culinária da Ásia Oriental e o contato maior que tive com essa espantosa cultura foi durante a minha lua de mel, a qual me marcou não só pela enorme beleza do local, como pela gastronomia exótica e extremamente influenciada pela vizinha Índia.
A ilha onde ficámos, tal como muitas outras, era um resort, toda ela dedicada ao turismo e a alguns kilómetros de distância é que se situava a ilha mãe local. As paisagens, a praia, a água límpida e morna, a vegetação tropical e as próprias edificações são de uma enorme beleza, transmitindo mesmo a paz que por lá se procura.
Uma das coisas que mais me fascinou foram as águas, na margem, cobertas de tubarões e mantas bebés, que inicialmente nos deixaram amedrontados, mas que rapidamente percebemos que não se aproximavam de nós. Já durante a noite, todas as construções sobre a água se iluminavam, para que pudéssemos ver o que se passa dentro de água e era possível avistar espécies maiores dos tubarões a nadar silenciosamente, bem mais assustadores. Não era permitido nadar à noite por esse motivo, por precaução, pensamos nós, mas que obediente e diligentemente cumprimos!!!
A gastronomia foi também algo que muito me fascinou, típica da Ásia Meridional, com sabores fortemente condimentados e aromatizados. Todos os dias havia variadíssimos pratos de caril, masalas, tandooris e também caldos exóticos, com o sabor predominante a gengibre, que fizeram as delícias do meu marido! À sexta-feira foi-nos dito que era o dia da comida tradicional e foi no jantar desse dia que pela primeira vez comi um Dhal, um prato sem o qual uma refeição tipicamente indiana nunca está completa, sendo um dos pratos de base da alimentação de grande número de famílias e, portanto, indispensável a qualquer mesa. E foi precisamente esse prato que decidi partilhar aqui hoje, pois foi o que mais me marcou, não só pelo seu sabor especial, mas também pela forte presença na gastronomia local.
Ingredientes (2 pessoas):
(adaptada do livro "Sabores do Mundo: Índia" do Círculo de Leitores)
250g de lentilhas vermelhas (sem casca)
1,2 litros de água
1/2 colher de café de curcuma (açafrão das índias)
1 colher de chá de gengibre fresco ralado (ou 1 de café de gengibre em pó)
2 colheres de chá de azeite
3 dentes de alho finamente picados
2 colheres de chá de sementes de cominhos
2 colheres de chá de sementes de mostarda amarela
1 colher de sopa de cominhos em pó
1 colher de chá de sementes de coentros
1 malagueta vermelha fresca (ou 1 seca pequenina)
1/2 lata de leite de coco
1 raminho de coentros frescos picados
sal q.b.
Para acompanhar:
uma medida de arroz basmati
2,5 medidas de água a ferver
sal q.b.
Ponha as lentilhas a cozer numa panela com a água, a curcuma e o gengibre e leve à fervura. Baixe a intensidade do lume e cozinhe cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando. Se precisar, junte mais água, pois absorve bastante. Findo este tempo, tempere de sal e reserve.
Entretanto, moa as sementes de coentros num almofariz até as reduzir a pó.
Aqueça o azeite numa pequena frigideira anti-aderente e, quando estiver quente, acrescente o alho picadinho, as sementes de cominhos e as de mostarda, bem como os cominhos em pó e as sementes de coentros moídas e, por fim, a malagueta. Ponha em lume forte durante 2 minutos, sem parar de mexer e em seguida junte este preparado à panela das lentilhas. Mexa bem, acrescente o leite de coco, metade dos coentros frescos picados e aqueça novamente, para apurar, em lume muito brando, mais 5 minutos.
Sirva de imediato polvilhado com os restantes coentros frescos picadinhos e acompanhado de um arroz basmati simplesmente cozido em água temperada de sal.
Bom Apetite!
Deixo também esta música que era uma das que estavam sempre a tocar pelo resort :)
segunda-feira, 26 de março de 2012
Paella Valenciana!
O Entusiasmo!!!
Se há coisa que adoro fazer é escolher uma determinada receita para pôr em prática com calma!
Fazer uma lista com todos os ingredientes, rever os passos, prever o resultado... tudo com uma dose de entusiasmo que começa em banho-maria até atingir o ponto de ebulição!
A antecipação do derradeiro momento, o nervoso miudinho - Será que assim fica bom?
Imagino os passos, os componentes, revejo utensílios, antecipo o sabor...
Quando finalmente me lanço à cozinha, tudo me fascina, cada picar, cortar, fatiar, juntar, acrescentar, temperar, regar... O fervilhar e a libertação dos primeiros aromas!!
Musicalidade na sua mais genuína forma...
E chegada a hora da verdade, os olhos cravados no provador, à espera de um sinal, de um som, do veredicto final... - Está bom??
Ai, o entusiamo!!!!
Que me levou a fazer uma paella para 6, quando somos só 2!!!
:)
Ingredientes (4 a 6 pessoas!):
1 frango arranjado em pedaços
1 chouriço de carne
lombo fumado q.b. (ou presunto)
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite q.b.
1 pimento vermelho
2 ou 3 tomates bem maduros (dependendo do tamanho)
1 chávena de ervilhas congeladas
vinho branco q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer (q.b.)
1 colher de sopa de colorau
1 colher de chá de açafrão
1 medida de arroz agulha
1 malagueta vermelha seca (opcional)
250g de ameijoa
250g de mexilhão
6 camarões grandes (madagáscar)
1 limão
Comece por escaldar os camarões por 3 minutos em água temperada de sal, retire de imediato e reserve o caldo.
Coloque as ameijoas de molho em água fria temperada de sal, para libertar as areias.
Limpe bem a casca dos mexilhões.
Pique a cebola, o alho e leve-os a refogar num pouco de azeite, juntamente com a folha de louro, num paelleiro ou num tacho largo.
Acrescente o chouriço às rodelas, o lombo em cubos (granditos) e deixe tomar gosto. Junte de seguida os tomates em pedaços e o pimento em tiras.
Disponha o frango sobre o preparado e tempere de sal, pimenta preta, o colorau, o açafrão e a malagueta. Aloure bem os pedaços do frango de ambos os lados, regue tudo com 1 copo de vinho e deixe estufar.
Quando o frango estiver quase cozinhado, acrescente as ervilhas, o arroz e envolva tudo muito bem para harmonizar todos os componentes. Incorpore os mariscos e junte então um pouco de caldo de cozer os camarões, previamente coado. Deixe começar a absorver até juntar mais um pouco, repetindo este processo até o arroz ficar cozido.
No final, regue tudo com sumo de meio limão e decore com a outra metade cortada em gomos.
Deixe assentar dois ou três minutos antes de servir.
Bom Apetite!!
Se há coisa que adoro fazer é escolher uma determinada receita para pôr em prática com calma!
Fazer uma lista com todos os ingredientes, rever os passos, prever o resultado... tudo com uma dose de entusiasmo que começa em banho-maria até atingir o ponto de ebulição!
A antecipação do derradeiro momento, o nervoso miudinho - Será que assim fica bom?
Imagino os passos, os componentes, revejo utensílios, antecipo o sabor...
Quando finalmente me lanço à cozinha, tudo me fascina, cada picar, cortar, fatiar, juntar, acrescentar, temperar, regar... O fervilhar e a libertação dos primeiros aromas!!
Musicalidade na sua mais genuína forma...
E chegada a hora da verdade, os olhos cravados no provador, à espera de um sinal, de um som, do veredicto final... - Está bom??
Ai, o entusiamo!!!!
Que me levou a fazer uma paella para 6, quando somos só 2!!!
:)
Ingredientes (4 a 6 pessoas!):
1 frango arranjado em pedaços
1 chouriço de carne
lombo fumado q.b. (ou presunto)
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite q.b.
1 pimento vermelho
2 ou 3 tomates bem maduros (dependendo do tamanho)
1 chávena de ervilhas congeladas
vinho branco q.b.
sal e pimenta preta acabada de moer (q.b.)
1 colher de sopa de colorau
1 colher de chá de açafrão
1 medida de arroz agulha
1 malagueta vermelha seca (opcional)
250g de ameijoa
250g de mexilhão
6 camarões grandes (madagáscar)
1 limão
Comece por escaldar os camarões por 3 minutos em água temperada de sal, retire de imediato e reserve o caldo.
Coloque as ameijoas de molho em água fria temperada de sal, para libertar as areias.
Limpe bem a casca dos mexilhões.
Pique a cebola, o alho e leve-os a refogar num pouco de azeite, juntamente com a folha de louro, num paelleiro ou num tacho largo.
Acrescente o chouriço às rodelas, o lombo em cubos (granditos) e deixe tomar gosto. Junte de seguida os tomates em pedaços e o pimento em tiras.
Disponha o frango sobre o preparado e tempere de sal, pimenta preta, o colorau, o açafrão e a malagueta. Aloure bem os pedaços do frango de ambos os lados, regue tudo com 1 copo de vinho e deixe estufar.
Quando o frango estiver quase cozinhado, acrescente as ervilhas, o arroz e envolva tudo muito bem para harmonizar todos os componentes. Incorpore os mariscos e junte então um pouco de caldo de cozer os camarões, previamente coado. Deixe começar a absorver até juntar mais um pouco, repetindo este processo até o arroz ficar cozido.
No final, regue tudo com sumo de meio limão e decore com a outra metade cortada em gomos.
Deixe assentar dois ou três minutos antes de servir.
Bom Apetite!!
sexta-feira, 16 de março de 2012
Arroz de Atum com Ovos Escalfados...e uma História!
Se há comida que me deixa sempre feliz é uma bela arrozada. Seja um simples arroz branco ou um belo arroz de marisco, para mim é sempre uma satisfação.
Quando cheguei ao 6º ano da faculdade, a preparação da prova final levou-me a entrar num espírito de reclusão quase perpétuo. De manhã trabalhava num pré-estágio das 9h à 13h30m e de tarde fechava-me em casa a queimar as pestanas. Ao lanche roía uma peça de fruta ainda sentada à frente do computador e ao jantar engolia uma sopa para logo poder voltar para o meu lugar, onde permanecia até à 1 da manhã. Deixei de ir ao ginásio, deixei de fazer o que fosse, apenas estava focada em acabar o curso. Até o desgraçado do meu marido, na altura namorado, era despachado e só tinha direito a um pouquinho de atenção aos fins de semana!
Ora a minha mãe, cheia de pena de me ver naquele ritmo, decidiu começar a fazer-me umas coisinhas ao final da tarde para ver se me animava. Qual não é o meu espanto, quando certo dia começo a sentir chegar-me o aroma de biscoitinhos a cozer no forno!! E noutro dia, o barulho de panelas a chocalhar, massas a bater e cozinhados a borbulhar!! A meio da semana!! Era chegar à cozinha quase todos os dias e deparar-me com a minha mãe num rodopio a fazer travessadas de rissóis caseiros, ou um empadão, ou um bolo, ou então uma das suas fantásticas arrozadas, entre as quais um belíssimo e muito memorável arroz de atum com ovos escalfados!!
Escusado será dizer que acabei o curso um bocadinho mais redondinha... Mas muito, muito feliz!!:)
E assim fiz este arrozinho, que tão boas memórias me traz, para celebrar o 1º aniversário do delicioso Bolo da Tia Rosa, o blogue da querida Mané, que para a ocasião nos convidou a partilhar consigo Um Arroz e uma História!
Ingredientes (2 pessoas, a sobrar para mais uma!)
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 cenoura
2 tomates de cacho
1 colher de sopa de polpa de tomate
200g de mistura de cogumelos (usei congelados)
2 latas de atum em azeite
2 ovos
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
azeite q.b.
1 raminho de salsa
1 medida de arroz carolino
3 medidas de água a ferver
Descasque e pique a cebola e o alho e leve-os a refogar no azeite escorrido das latas de atum (eu só usei de uma e juntei mais um pouco de azeite normal). Junte a folha de louro e quando a cebola estiver translúcida junte a cenoura descascada e cortada em pedacinhos pequenos e os tomates também em pedaços (não limpei nem peles, nem sementes, mas pode fazê-lo se preferir). Adicione a polpa de tomate e envolva bem. Acrescente os cogumelos, deixe harmonizar os sabores e cubra com a água a ferver. Tempere de sal e quando levantar fervura junte o arroz, previamente lavado para perder a goma.
Quando o arroz estiver quase cozido, incorpore o atum desfeito, envolvendo bem. Polvilhe com a salsa picadinha, quebre os ovos sobre o arroz e tempere-os com um pouquinho de sal fino e pimenta acabada de moer. Deixe escalfar e assim que desligar, sirva de imediato.
Bom Apetite!!
Quando cheguei ao 6º ano da faculdade, a preparação da prova final levou-me a entrar num espírito de reclusão quase perpétuo. De manhã trabalhava num pré-estágio das 9h à 13h30m e de tarde fechava-me em casa a queimar as pestanas. Ao lanche roía uma peça de fruta ainda sentada à frente do computador e ao jantar engolia uma sopa para logo poder voltar para o meu lugar, onde permanecia até à 1 da manhã. Deixei de ir ao ginásio, deixei de fazer o que fosse, apenas estava focada em acabar o curso. Até o desgraçado do meu marido, na altura namorado, era despachado e só tinha direito a um pouquinho de atenção aos fins de semana!
Ora a minha mãe, cheia de pena de me ver naquele ritmo, decidiu começar a fazer-me umas coisinhas ao final da tarde para ver se me animava. Qual não é o meu espanto, quando certo dia começo a sentir chegar-me o aroma de biscoitinhos a cozer no forno!! E noutro dia, o barulho de panelas a chocalhar, massas a bater e cozinhados a borbulhar!! A meio da semana!! Era chegar à cozinha quase todos os dias e deparar-me com a minha mãe num rodopio a fazer travessadas de rissóis caseiros, ou um empadão, ou um bolo, ou então uma das suas fantásticas arrozadas, entre as quais um belíssimo e muito memorável arroz de atum com ovos escalfados!!
Escusado será dizer que acabei o curso um bocadinho mais redondinha... Mas muito, muito feliz!!:)
E assim fiz este arrozinho, que tão boas memórias me traz, para celebrar o 1º aniversário do delicioso Bolo da Tia Rosa, o blogue da querida Mané, que para a ocasião nos convidou a partilhar consigo Um Arroz e uma História!
Ingredientes (2 pessoas, a sobrar para mais uma!)
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 cenoura
2 tomates de cacho
1 colher de sopa de polpa de tomate
200g de mistura de cogumelos (usei congelados)
2 latas de atum em azeite
2 ovos
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
azeite q.b.
1 raminho de salsa
1 medida de arroz carolino
3 medidas de água a ferver
Descasque e pique a cebola e o alho e leve-os a refogar no azeite escorrido das latas de atum (eu só usei de uma e juntei mais um pouco de azeite normal). Junte a folha de louro e quando a cebola estiver translúcida junte a cenoura descascada e cortada em pedacinhos pequenos e os tomates também em pedaços (não limpei nem peles, nem sementes, mas pode fazê-lo se preferir). Adicione a polpa de tomate e envolva bem. Acrescente os cogumelos, deixe harmonizar os sabores e cubra com a água a ferver. Tempere de sal e quando levantar fervura junte o arroz, previamente lavado para perder a goma.
Quando o arroz estiver quase cozido, incorpore o atum desfeito, envolvendo bem. Polvilhe com a salsa picadinha, quebre os ovos sobre o arroz e tempere-os com um pouquinho de sal fino e pimenta acabada de moer. Deixe escalfar e assim que desligar, sirva de imediato.
Bom Apetite!!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Arroz de Grelos
A que sabe o conforto? Qual o aroma da felicidade? O que nos remete instantaneamente para memórias saudosas e repletas de alegria?
Para lembranças de bons momentos, passados junto dos nossos, ainda capazes de estimular os nossos sentidos com perfumes e paladares gravados carinhosamente nos recônditos das nossas mentes?
Os mais pequenos pormenores, por vezes, têm o condão de reavivar certos episódios, há muito adormecidos pelos dias preenchidos e agitados com que nos defrontamos incessantemente.
Episódios felizes, que nos fazem imediatamente sorrir e suspirar de saudades, com ânsias de voltar a repeti-los e revivê-los.
- Oh, e quando íamos ali...
- Oh, e quando fazíamos assim...
- Oh, e quando fomos até lá...
São estes pequenos fragmentos que fazem a essência do nosso ser. Foram eles que nos esculpiram. E são eles que nos impulsionam e nos projetam na vida. Todos nós trazemos uma bagagem cheia de memórias. Hoje a minha abriu-se com o vislumbre de uma ameixeira em flor. A cheirar a outras primaveras. E com este maravilhoso arroz de grelos, que me sabe sempre a colo de mãe.
Ingredientes:
1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
sal q.b.
1 colher de sopa de polpa de tomate
1 punhado de grelos
1 medida de arroz carolino
3 medidas de água a ferver (ou um pouco mais se necessário)
Descasque e pique a cebola e o alho e refogue-os num fio de azeite. Quando a cebola começar a ficar translúcida junte a polpa de tomate e mexa com uma colher de pau, por forma a homogeneizar bem os ingredientes. Acrescente a água, deixe levantar fervura e junte os grelos, respetivamente arranjados. Tempere de sal e quando voltar a ferver acrescente o arroz. Quando o arroz estiver cozido, desligue e sirva de imediato. Deve ficar malandrinho.
Bom apetite!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Um Arroz de Chocolate e Duas Convidadas para Jantar
Era um final de tarde perfeito. O dia tinha estado radioso e a noite já se avisava tingindo o céu de tons alaranjados e trazendo brisas de ar gelado. Eu estava sentada no sítio do costume, naquele onde o sol toca com os últimos rasgos de luz e vai desaparecendo suavemente até a escuridão se instalar. À minha frente um livro aberto.
Mas algo parece mudar.
Um estranho vento vindo do norte começa subitamente a soprar lá fora, estremecendo furiosamente contra os vidros das janelas em uivos e assobios loucos.
Espreito para a rua, surpresa com tão inesperada mudança e avisto duas figuras envoltas em mantos vermelhos a debaterem-se contra a intempérie. Corro à porta, aceno-lhes num chamamento e ofereço-lhes abrigo. À media que se aproximam reparo nos seus pés calçados com brilhantes sapatos vermelhos, uns rasos e pequenos e outros de salto alto um pouco maiores. Entram, retiram os mantos e dirigem-me um enorme sorriso, uma mulher e uma menina. Mãe e filha. Vianne Rocher e Anouk. E muito discretamente, escondido um pouco atrás, Pantoufle, o canguru que não consegue saltar devido a uma antiga ferida de guerra que teima em não sarar numa das pernas.
E a conversa surge, tão fácil, tão franca...
Vianne conta-me como sentiu o chamamento do vento e se deixou levar pelo desejo de partir para novas terras. Pergunto-lhe por Lansquenet, a pequena vila que revolucionou com a sua chocolaterie. Novamente sorri e conta-me como está feliz a Joséphine no seu Café Armande e como está mudado o Monsieur le Comte, com a companhia de Caroline.
Convido-as para jantar. Ao lume tenho uma receita da minha mãe. O arroz de chocolate que me fazia as delícias quando era pequena. Enquanto Anouk corria atrás de Pantoufle, que aparentemente tinha decidido ir conhecer o resto da casa, contei a Vianne como a minha mãe me dizia que o arroz era de chocolate e eu, crente de que assim era, adorava-o... E embora o sabor me parecesse estranho e nada doce, na minha mente era perfeito e eu juraria que sabia mesmo a chocolate! Como nos rimos!!
Abriu a mala e retirou um prato antigo bastante decorado, pousando-o na mesa e fazendo-o girar. Perguntou-me o que via. Quando lhe disse, estendeu-me um presente. O meu favorito disse ela.
Durante o jantar foi-nos falando dos sítios por onde passou, das pessoas que conheceu, de Roux e o seu barco, da figura sempre presente da sua mãe...
E no final da refeição, também Anouk, tal como eu o fazia, declarou que aquele era mesmo arroz de chocolate!
Novamente o vento a uivar furiosamente. Perguntei se não ficavam connosco uns dias. Não, disse Vianne, o nosso destino chama-nos e convida-nos a explorar terras ainda desconhecidas...
Eu e o meu marido insistimos para pelo menos um chocolate quente antes de partirem. Aceitam, mas Vianne quer dar-lhe o seu toque final. Deve ter sido o melhor que bebemos...
Despedimo-nos e fico a vê-las afastarem-se, com os seus mantos vermelhos a esvoaçar ao sabor do manhoso vento do norte...
A Ana do blogue Anasbageri - A Padaria da Ana, lançou um desafio, convidar uma personagem de um livro e/ou filme para jantar. Esta foi a minha participação e acabei por optar por duas convidadas, pois não consigo ver uma sem a outra, Vianne Rocher e Anouk, do livro Chocolate, de Joanne Harris.
Arroz de Cabidela
Ingredientes:
1/2 frango do campo
1 saquinho de sangue
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 copo de vinho branco (ou mais, conforme necessário)
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
1 colher de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de colorau
1 medida de arroz carolino
4 medidas de água a ferver
azeite q.b.
Descasque a cebola e o alho, pique-os finamente e leve-os a refogar com um fio de azeite num tacho largo. Junte a folha de louro e, quando a cebola estiver a ficar translúcida, a polpa de tomate. Envolva bem e junte o frango arranjado e em pedaços. Tempere de sal, pimenta, o colorau e envolva bem por forma a dourar todos os pedaços, em lume brando e com cuidado para não queimar. Acrescente o vinho branco e deixe estufar durante cerca de uma hora, vigiando e adicionando mais vinho se achar que está a secar.
Quando o frango estiver quase pronto, junte a água a ferver, deixe levantar novamente fervura e acrescente o arroz. Rectifique de sal e quando estiver quase cozido misture o sangue, envolva muito bem, deixe levantar fervura e desligue de imediato.
Este arroz deve ficar bem malandrinho.
Bom apetite!
Mas algo parece mudar.
Um estranho vento vindo do norte começa subitamente a soprar lá fora, estremecendo furiosamente contra os vidros das janelas em uivos e assobios loucos.
Espreito para a rua, surpresa com tão inesperada mudança e avisto duas figuras envoltas em mantos vermelhos a debaterem-se contra a intempérie. Corro à porta, aceno-lhes num chamamento e ofereço-lhes abrigo. À media que se aproximam reparo nos seus pés calçados com brilhantes sapatos vermelhos, uns rasos e pequenos e outros de salto alto um pouco maiores. Entram, retiram os mantos e dirigem-me um enorme sorriso, uma mulher e uma menina. Mãe e filha. Vianne Rocher e Anouk. E muito discretamente, escondido um pouco atrás, Pantoufle, o canguru que não consegue saltar devido a uma antiga ferida de guerra que teima em não sarar numa das pernas.
E a conversa surge, tão fácil, tão franca...
Vianne conta-me como sentiu o chamamento do vento e se deixou levar pelo desejo de partir para novas terras. Pergunto-lhe por Lansquenet, a pequena vila que revolucionou com a sua chocolaterie. Novamente sorri e conta-me como está feliz a Joséphine no seu Café Armande e como está mudado o Monsieur le Comte, com a companhia de Caroline.
Convido-as para jantar. Ao lume tenho uma receita da minha mãe. O arroz de chocolate que me fazia as delícias quando era pequena. Enquanto Anouk corria atrás de Pantoufle, que aparentemente tinha decidido ir conhecer o resto da casa, contei a Vianne como a minha mãe me dizia que o arroz era de chocolate e eu, crente de que assim era, adorava-o... E embora o sabor me parecesse estranho e nada doce, na minha mente era perfeito e eu juraria que sabia mesmo a chocolate! Como nos rimos!!
Abriu a mala e retirou um prato antigo bastante decorado, pousando-o na mesa e fazendo-o girar. Perguntou-me o que via. Quando lhe disse, estendeu-me um presente. O meu favorito disse ela.
Durante o jantar foi-nos falando dos sítios por onde passou, das pessoas que conheceu, de Roux e o seu barco, da figura sempre presente da sua mãe...
E no final da refeição, também Anouk, tal como eu o fazia, declarou que aquele era mesmo arroz de chocolate!
Novamente o vento a uivar furiosamente. Perguntei se não ficavam connosco uns dias. Não, disse Vianne, o nosso destino chama-nos e convida-nos a explorar terras ainda desconhecidas...
Eu e o meu marido insistimos para pelo menos um chocolate quente antes de partirem. Aceitam, mas Vianne quer dar-lhe o seu toque final. Deve ter sido o melhor que bebemos...
Despedimo-nos e fico a vê-las afastarem-se, com os seus mantos vermelhos a esvoaçar ao sabor do manhoso vento do norte...
A Ana do blogue Anasbageri - A Padaria da Ana, lançou um desafio, convidar uma personagem de um livro e/ou filme para jantar. Esta foi a minha participação e acabei por optar por duas convidadas, pois não consigo ver uma sem a outra, Vianne Rocher e Anouk, do livro Chocolate, de Joanne Harris.
Arroz de Cabidela
Ingredientes:
1/2 frango do campo
1 saquinho de sangue
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 copo de vinho branco (ou mais, conforme necessário)
sal e pimenta preta acabada de moer q.b.
1 colher de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de colorau
1 medida de arroz carolino
4 medidas de água a ferver
azeite q.b.
Descasque a cebola e o alho, pique-os finamente e leve-os a refogar com um fio de azeite num tacho largo. Junte a folha de louro e, quando a cebola estiver a ficar translúcida, a polpa de tomate. Envolva bem e junte o frango arranjado e em pedaços. Tempere de sal, pimenta, o colorau e envolva bem por forma a dourar todos os pedaços, em lume brando e com cuidado para não queimar. Acrescente o vinho branco e deixe estufar durante cerca de uma hora, vigiando e adicionando mais vinho se achar que está a secar.
Quando o frango estiver quase pronto, junte a água a ferver, deixe levantar novamente fervura e acrescente o arroz. Rectifique de sal e quando estiver quase cozido misture o sangue, envolva muito bem, deixe levantar fervura e desligue de imediato.
Este arroz deve ficar bem malandrinho.
Bom apetite!
* O sangue que se compra em saquinhos (normalmente compra-se juntamente com o frango do campo) já traz misturado vinagre que o impede de coalhar. Por esse motivo não é necessário adicionar o vinagre ao arroz no final, a não ser que se goste do sabor e nesse caso fica ao critério de cada um.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Risotto de Abóbora e Alheira
Eis que numa das minhas viagens ao mundo encantado dos meus congelados encontrei por lá esquecida uma bela alheira que trouxe de um passeio a Mirandela. Escusado será dizer que se deu a santa aparição da bendita abóbora imediatamente no mesmo contexto!
E assim foi, casadas as duas num surpreendente risotto que nos maravilhou com a sua riqueza de cores e sabores!
Ingredientes (2 pessoas e sobra):
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 talo de aipo
1 raminho de tomilho
1 ramo de salsa
1 colher de chá de salva seca
1 medida de arroz para risotto (arbóreo ou carnaroli)
1 alheira
cerca de 200g de abóbora-menina descascada e limpa de pevides
azeite q.b.
sal q.b.
1 copo de vinho branco
sumo de 1/2 limão (só algumas gotas)
1 colher de sopa de queijo ricotta
queijo parmesão q.b.(parmigiano reggiano)
2 colheres de sopa de amêndoas palitadas
Coza a abóbora em água temperada de sal e quando estiver macia, retire, reserve a água e reduza-a a puré com um esmagador de batatas ou com um garfo. Não utilizei a varinha mágica neste caso porque pretendia que a textura da abóbora fosse aparente.
Descasque a cebola e o alho e coloque-os aos bocados numa picadora, juntamente com o talo de aipo, o tomilho, os talos da salsa e a salva seca. Pique tudo e leve este preparado ao lume num tacho ou caçarola larga com um fio de azeite. Quando a cebola se apresentar translúcida adicione o arroz e envolva tudo muito bem. Regue com o vinho e quando este se tiver evaporado quase na totalidade incorpore a alheira sem pele e desfeita. Envolva bem, junte a abóbora esmagada e tempere de sal, sem nunca parar de mexer com uma colher de pau. Vá juntando aos poucos o caldo da cozedura da abóbora, com a ajuda de uma concha da sopa, na proporção de uma de cada vez, e deixando absorver cada adição antes de juntar mais.
Entretanto, aqueça uma frigideira anti-aderente, torre as amêndoas em lume brando e reserve.
Quando o arroz estiver praticamente cozido, rectifique o sal, incorpore o ricotta, esprema umas gotinhas de limão, rale directamente o parmesão a gosto e envolva tudo muito bem.
Sirva polvilhado com as folhas da salsa picadas, as amêndoas torradas e, se gostar, umas lascas de queijo parmesão.
Acompanhei com uma variação da minha receita de abóbora assada, desta vez com sal, pimenta preta acabada de moer, um raminho de tomilho, umas folhinhas de salva seca e 3 dentes de alho esmagados com a casca, tudo regado com um fio de azeite.
Bom Apetite!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Arroz de Polvo
Quando cozinho polvo prefiro sempre o congelado ao fresco pois torna-se mais tenro, o que apenas se deve ao facto de o processo de congelação amolecer o músculo do bicho. Outro segredo é nunca o deixar descongelar muito, apenas o suficiente para se conseguir cortar. Desta forma o polvo não encolhe tanto e fica de certeza tenrinho.
Ingredientes (2 ou 3 pessoas):
1 polvo com cerca de 1,5 - 2kg
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de salsa
1 malagueta vermelha fresca (pequena)
1 colher de chá mal cheia de colorau
1/2 copo de vinho tinto
1 chávena de arroz carolino
4 chávenas de água a ferver
azeite q.b.
Pique a cebola e o alho finamente e refogue-os com um fio de azeite num tacho largo. Pique também os pés da salsa e a malagueta e acrescente-os ao refogado juntamente com a folha de louro. Quando a cebola começar a ficar translúcida junte o polvo cortado em pedaços e tempere com o colorau. Não necessita de qualquer sal, pois o polvo é congelado muito fresco e absorve bastante água do mar, sendo esta quantidade mais do que suficiente para a confecção do prato. Acrescente o vinho e deixe cozinhar durante cerca de 30 minutos em lume brando, vigiando sempre. Quando o polvo estiver a ficar macio acrescente a água fervente e o arroz previamente lavado para perder a goma. Assim que o arroz estiver cozinhado (cerca de 14-15 minutos) polvilhe com a restante salsa picada e sirva de imediato.
Maravilhoso!!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Risotto de Míscaros
600g de míscaros
1 cebola
4 dentes de alho
1 + 1/2 talo de aipo
1 raminho de alecrim fresco
1 ramo de salsa fresca
1 chávena de arroz arbóreo ou carnaroli
1l de caldo de galinha*
1 copo de vinho branco
1 raminho de tomilho fresco
azeite q.b.
sal q.b.
pimenta preta de moinho
queijo parmesão - parmigiano reggiano - ralado no momento
1 noz de manteiga
sumo de 1/2 limão
Arranje e limpe bem de areias os míscaros, corte-lhes os pés aos pedacinhos e separe as cabeças. Destas, reserve a maior parte e corte em pedaços as restantes, juntando-as aos pés.
Num tabuleiro ou prato de forno coloque as cabeças dos míscaros e tempere de sal, pimenta acabada de moer, duas cabeças de alho picadas, regue com um fio de azeite e polvilhe com o tomilho. Leve ao forno muito quente no grill.
Pique a cebola, o aipo, dois dentes de alho, o alecrim e os pés da salsa e leve-os a refogar num tacho ou caçarola com um fio de azeite. Junte o arroz, sem o lavar, e deixe cozinhar sem parar de mexer até ficar translúcido. Adicione o vinho branco e continue a mexer para absorver o sabor. Junte os pés dos míscaros, tempere com um pouco de sal e adicione um pouco de caldo. Deve mexer com regularidade. Quando o arroz tiver absorvido quase todo o caldo junte mais um pouco, sempre com o lume brando e deixe absorver novamente, sem deixar secar demasiado nem agarrar ao fundo do tacho. Nunca deve juntar demasiado caldo de cada vez para que o líquido vá sendo todo absorvido. Prove e se necessário rectifique o tempero de sal.
Quando estiver quase pronto, junte a manteiga e rale directamente sobre o tacho o queijo na quantidade que desejar. Misture tudo muito bem e no fim regue com umas gotas de sumo de limão e polvilhe com a restante salsa picada.
Sirva o risotto com os míscaros que tostaram no forno.
*Pode-se usar um cubo de caldo que tanto pode ser dissolvido num litro de água a ferver como pode ser adicionado directamente logo após o vinho. Neste último caso, vai-se depois juntando aos poucos água a ferver ao preparado.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Arroz Aromático com Ervilhas
Ingredientes (3 pessoas):
1 chávena de arroz basmati
2 chávenas de água a ferver
1 cravinho
3 vagens de cardamomo
1 pau de canela
1 cebola pequena picada
1/2 colher de chá de garam masala
1/2 colher de chá de endro seco
1 chávena de ervilhas congeladas
sal q.b.
óleo de girassol q.b.*
Coloque um fio de óleo num tacho e aqueça, juntamente com o pau de canela, o cravinho e as vagens de cardamomo grosseiramente esmagadas, em lume médio durante dois minutos. Acrescente a cebola e cozinhe até esta amolecer, mexendo sempre. Junte o arroz, o endro e o garam masala e mexa por forma a misturar bem todos os sabores. Adicione a água e as ervilhas, tempere de sal e assim que começar a ferver tape o tacho e reduza o lume para o mínimo. Deixe cozinhar cerca de 15 minutos sem abrir a tampa e desligue.
* Pode-se utilizar azeite, mas o óleo de girassol é o mais indicado neste tipo de receitas porque possui um sabor muito neutro, não se sobrepondo nem alterando o sabor das especiarias utilizadas.
Fonte: Ligeiramente adaptado de Fresh Indian de Sunil Vijayakar - Colecção Sabores do Mundo, Círculo de Leitores
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